O consórcio Genômica da Biodiversidade Brasileira sequenciou 23 genomas completos, destacando a bioeconomia como motor de desenvolvimento sustentável no Brasil. A união entre ciência e indústria é crucial para a Amazônia.

O Brasil possui uma legislação avançada sobre biodiversidade e conta com um número significativo de cientistas dedicados à área. No entanto, o país enfrenta desafios em termos de investimento e políticas públicas. É crucial que o governo identifique as barreiras que dificultam a alocação eficiente de capital privado e adote medidas para mitigar esses problemas, além de aumentar o financiamento público em pesquisa. O avanço dos estudos em biodiversidade pode ser um motor de crescimento para os mais de 20 milhões de habitantes da Amazônia.
A união entre ciência e desenvolvimento econômico no Brasil já mostrou resultados positivos, como na exploração agrícola do Cerrado, que se tornou um dos principais polos do agronegócio mundial. Na Amazônia, a ênfase deve ser na sustentabilidade. O consórcio Genômica da Biodiversidade Brasileira (GBB), liderado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelo Instituto Tecnológico Vale Desenvolvimento Sustentável (ITV), sequenciou 23 genomas completos de animais em dois anos, além de outros 720 de plantas e animais em diferentes níveis de resolução.
Alexandre Aleixo, líder do grupo de Genômica Ambiental do ITV, destaca que "a bioeconomia se faz como as camadas de um bolo", unindo conhecimento tradicional e ciência de ponta, além de estimular a indústria local e a formação de pessoas. Roberto Waack, cofundador da Coalizão Brasil, Clima, Floresta e Agricultura, enfatiza que o Brasil não está na periferia da pesquisa e que a valorização da natureza é crescente, com negócios cada vez mais dependentes de ativos naturais.
As indústrias farmacêutica e de cosméticos já utilizam matérias-primas provenientes das florestas e campos brasileiros. Por exemplo, o óleo de andiroba, extraído da Amazônia, possui propriedades anti-inflamatórias e é utilizado como repelente e hidratante. No Cerrado, a cagaita é reconhecida por suas propriedades antioxidantes, enquanto o coco da palmeira licuri, da Caatinga, fornece óleo para cosméticos. A uvaia, da Mata Atlântica, é estudada por suas propriedades terapêuticas.
A genômica e a proteômica, que estudam as proteínas de cada elemento, são fundamentais para entender a composição de cada objeto de estudo e desenvolver técnicas de melhoria das espécies. Um exemplo é o tucupi, extraído da mandioca-brava, cuja análise proteômica ajuda a selecionar microrganismos para garantir um produto homogêneo, atendendo às exigências do mercado. A exploração sustentável da biodiversidade é uma estratégia eficaz para preservar as florestas e melhorar a qualidade de vida da população.
Iniciativas como essas precisam de apoio da sociedade civil para prosperar. A união de esforços pode ser decisiva para garantir que a biodiversidade brasileira seja explorada de forma sustentável, beneficiando tanto a economia quanto a preservação ambiental. Projetos que promovem a pesquisa e a valorização dos recursos naturais podem ter um impacto significativo na vida das comunidades locais e na conservação do meio ambiente.

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, anunciará a compensação das emissões de carbono dos jogos das seleções e a possível participação na COP30 em Belém (PA). A CBF, que até então focava em questões sociais, agora se volta para a preservação ambiental, refletindo a visão de Xaud, oriundo de Roraima, estado do bioma amazônico.

O escritório Gávea, liderado pelos arquitetos Alziro Carvalho Neto e Felipe Rio Branco, projetou cabanas autônomas em Areal, RJ, para retiros espirituais, priorizando sustentabilidade e uso de materiais locais. As construções, com 26 m², utilizam técnicas ecológicas e oferecem conforto, promovendo a conexão com a natureza.

Campanha "Silvestre não é pet" do MPDFT alerta sobre os perigos do tráfico de animais silvestres e promove a adoção responsável de cães e gatos, visando proteger a biodiversidade e o bem-estar animal.

Mudanças climáticas intensificam desigualdades em São Paulo, com variações de temperatura entre bairros. A pesquisa revela que áreas menos favorecidas estão menos preparadas para enfrentar eventos extremos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva plantou uma muda de baobá no Palácio da Alvorada, simbolizando esperança e juízo para futuros líderes. Ele também solicitou mudas de frutas para enriquecer o local.

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 2.159/2021, que estabelece um novo marco legal para o licenciamento ambiental, gerando polêmica sobre seus impactos na proteção ambiental. O projeto, apoiado pela bancada ruralista, permite licenças simplificadas e isenções para diversas atividades, mas enfrenta críticas de especialistas e do Ministério do Meio Ambiente, que alertam para riscos à fiscalização e à segurança ambiental.