Impacto Social

Brasil conquista medalhas de ouro na Olimpíada Pan-Americana de Matemática para Meninas e destaca a importância da representatividade feminina na ciência

Brasil brilha na Olimpíada Pan-Americana de Matemática para Meninas, conquistando três medalhas de ouro e uma prata, destacando a importância da representatividade feminina na matemática. A equipe, liderada por Ana Paula Chaves, reflete um esforço contínuo para incentivar meninas na área, superando estereótipos de gênero e promovendo um ambiente acolhedor.

Atualizado em
July 5, 2025
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Antoine Dautry/Unsplash

Em 2024, o Brasil fez história na Olimpíada Pan-Americana de Matemática para Meninas (Pagmo), conquistando três medalhas de ouro e uma de prata. Este resultado é um marco significativo, considerando que o país havia participado da competição apenas quatro vezes anteriormente, com uma única medalha de ouro. A líder da equipe, Ana Paula Chaves, destacou que essa conquista é resultado de um trabalho contínuo para incentivar a participação e a permanência de meninas na matemática.

As medalhas de ouro foram conquistadas por Julia, Sophia e Camila, enquanto outra Julia garantiu a medalha de prata. Com esse desempenho, o Brasil alcançou a primeira colocação no ranking geral da competição. Julia, aluna do 9º ano do Colégio Farias Brito, compartilhou que sua preparação envolveu o estudo de provas anteriores e aulas específicas, o que a levou a ser reconhecida como a melhor competidora da competição.

Apesar do sucesso, a gerente de dados do Instituto Ayrton Senna, Daiane Zanon, alertou para a persistência de estereótipos de gênero que muitas vezes subestimam o potencial das meninas em matemática. Ela observou que, mesmo com resultados equivalentes aos meninos, as meninas frequentemente apresentam menor autoconfiança na disciplina. Essa realidade é corroborada por dados do Programa Internacional para Avaliação de Estudantes (PISA) de 2022.

A representatividade feminina é um ponto crucial para a mudança desse cenário. Ana Paula Chaves, também professora do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade Federal de Goiás, enfatizou a importância de ter mais mulheres em posições de destaque nas competições. A treinadora acredita que isso ajudaria a criar um ambiente mais acolhedor para as meninas. O trabalho da equipe começou há quatro anos com o Torneio Meninas na Matemática (TM²), que visa promover um espaço motivador para mulheres na matemática.

O treinamento das estudantes envolveu uma preparação rigorosa, com testes de seleção que exigiam alto nível de criatividade e conhecimento matemático. Ana Paula destacou que a formação de professores é um desafio, pois muitos não têm acesso a metodologias eficazes para o ensino da matemática. Além disso, a concentração de colégios com cultura olímpica em estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará cria um ciclo que favorece apenas alguns alunos.

Iniciativas como o TM² e outras ações de apoio à educação matemática são essenciais para garantir que mais meninas se sintam motivadas a seguir carreiras na área. O município de Sobral, no Ceará, tem se destacado por seus bons resultados na educação básica, preparando alunos para competições de alto nível. A união da sociedade civil pode ser fundamental para promover projetos que incentivem a inclusão e a equidade no ensino, permitindo que meninas vejam a matemática como uma ferramenta para seu futuro acadêmico e profissional.

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