Desastres relacionados a chuvas no Brasil aumentaram 222% desde 2020, resultando em 4.247 mortes e R$ 146,7 bilhões em prejuízos. Estudo destaca a correlação com o aquecimento global e a urgência de medidas preventivas.

O Brasil registrou, entre 1991 e 2023, um total de 26.767 desastres relacionados a chuvas, que afetaram aproximadamente 91 milhões de pessoas e resultaram em 4.247 mortes. Um estudo recente da Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica revela que, desde 2020, os desastres aumentaram em 222%, com 7.539 ocorrências, em comparação com 2.335 na década de 1990. Os pesquisadores associam esse crescimento ao aquecimento global, destacando a urgência de medidas preventivas.
A pesquisa, intitulada “Temporadas das Águas: O Desafio Crescente das Chuvas Extremas”, analisou dados do Sistema Integrado de Informação sobre Desastres (S2ID), do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional. O estudo aponta que a média anual de desastres na atualidade é duas vezes maior do que na década anterior e 7,3 vezes superior à da década de 1990. Ronaldo Christofoletti, professor do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), enfatiza que o aquecimento global é a principal causa desse aumento.
Além do aquecimento global, o relatório do Projeto Com-ANTAR, da Marinha, indica que o degelo da cobertura de gelo marinho na Antártica e a poluição por fuligem das queimadas no Brasil estão intensificando o ciclo das chuvas. Desde 1991, 4.645 cidades brasileiras enfrentaram eventos extremos relacionados a precipitações, com a proporção de locais afetados subindo de 27% nos anos 1990 para 83% atualmente.
Os meses de verão concentram 44% dos registros de desastres. Em 2023, a tragédia no Rio Grande do Sul impactou 2,4 milhões de pessoas, elevando a média anual de afetados para 6,8 milhões, quase o dobro da média da década anterior. O aumento da frequência e gravidade dos desastres climáticos é alarmante, com cerca de 90% dos afetados sofrendo danos à saúde e bem-estar, incluindo traumas psicológicos.
Os prejuízos econômicos causados por desastres climáticos relacionados a chuvas totalizam R$ 146,7 bilhões desde 1995. Entre 2020 e 2023, as perdas chegaram a R$ 43 bilhões, um valor 40 vezes maior do que os R$ 1,1 bilhão registrados na década de 1990. Com as perdas do desastre no Rio Grande do Sul, estimadas em R$ 88,9 bilhões, os prejuízos nesta década já alcançam cerca de R$ 132 bilhões, o dobro da década anterior.
Juliana Baladelli Ribeiro, gerente de projetos da Fundação Grupo Boticário, ressalta a importância de priorizar investimentos em políticas de prevenção e adaptação, como planejamento urbano adequado e sistemas de alerta meteorológico. Em situações como essa, a união da sociedade pode fazer a diferença, ajudando as comunidades afetadas a se reerguerem e a se prepararem para futuros desafios climáticos.

Relatório aponta vulnerabilidade climática em regiões mineradoras do Brasil. Observatório da Mineração destaca riscos sociais e ambientais na extração de lítio, cobre e cobalto.

Ibama finaliza vistorias na Ferrovia Centro Atlântica na Bahia, identificando falhas de segurança e conservação. Ações visam prevenir acidentes e mitigar riscos ambientais.

A erosão costeira em Atafona, Rio de Janeiro, ameaça a região, com 500 edifícios submersos e previsão de aumento do nível do mar em até 21 cm até 2050, segundo a ONU. A comunidade luta contra essa realidade.

Um acordo entre o Ministério Público Federal (MPF) e a Starlink visa combater o garimpo ilegal na Amazônia, rastreando e bloqueando o uso irregular da internet na região. A iniciativa exige identificação para novos terminais e permitirá monitoramento pelas autoridades, contribuindo para a preservação ambiental.

Representante do Ibama participou de curso intensivo nos EUA sobre resposta a emergências com produtos perigosos, aprimorando habilidades em contenção e uso de equipamentos de proteção individual. A capacitação reforça a atuação técnica em incidentes ambientais.

O reality show "Chef de Alto Nível" da TV Globo, que estreou em 15 de julho, destaca-se por suas práticas sustentáveis, como uniformes reciclados e aproveitamento total dos alimentos, reduzindo o desperdício.