O Brasil se encontra em uma encruzilhada no combate ao aquecimento global, com a COP30 se aproximando. A destinação de florestas públicas para conservação pode ser um passo decisivo para reduzir emissões de gases de efeito estufa.

O Brasil enfrenta um momento crucial em relação ao aquecimento global, com a COP30 se aproximando e a necessidade de ações concretas se tornando cada vez mais evidente. O país tem a chance de se posicionar como líder global, propondo a destinação de florestas públicas para conservação e buscando um acordo que valorize tecnologias limpas e mercados de baixo carbono. Essa escolha pode ser decisiva para o futuro ambiental e econômico do Brasil.
O desmatamento na Amazônia é um dos principais desafios que o Brasil deve enfrentar. A proposta de destinar os 56 milhões de hectares de florestas públicas não destinadas para áreas de conservação pode ser uma solução eficaz. Essas terras, frequentemente alvo de grilagem, têm contribuído para o desmatamento ilegal e o fortalecimento do crime organizado, prejudicando o desenvolvimento sustentável da região.
Além disso, a redução do desmatamento é fundamental para alinhar as ações do Brasil com os compromissos do Acordo de Paris. O governo deve renunciar a projetos incompatíveis com a proteção ambiental, como a exploração de petróleo na Amazônia. A implementação de medidas que preservem a natureza pode demonstrar um compromisso genuíno no combate ao aquecimento global e fortalecer a posição do Brasil na COP30.
O aumento contínuo das emissões de gases de efeito estufa (GEE) evidencia a falha global em atingir as metas climáticas. O Brasil, como um país tropical, será um dos mais afetados pelas consequências desse fracasso, incluindo inundações e secas. Portanto, é essencial que o país não apenas se adapte a essa nova realidade, mas também busque liderar iniciativas que promovam a redução das emissões e a valorização de tecnologias sustentáveis.
Participar ativamente de um acordo global que incentive a utilização de energias limpas pode abrir oportunidades extraordinárias para o Brasil. O país possui um grande potencial em energia solar e eólica, além de alternativas como biocombustíveis e captura de carbono. Essas iniciativas não apenas ajudam a mitigar os efeitos das mudanças climáticas, mas também podem impulsionar a economia local e criar empregos.
Neste contexto, a COP30 em Belém representa uma oportunidade única para o Brasil mostrar ao mundo sua determinação em liderar a luta contra o aquecimento global. A união da sociedade civil em torno de projetos que promovam a conservação ambiental e a sustentabilidade pode ser um passo importante para garantir um futuro melhor. Juntos, podemos fazer a diferença e apoiar iniciativas que visem a proteção do nosso planeta.
Mário Moscatelli será homenageado na 14ª edição do Filmambiente, que ocorrerá de 27 de agosto a 5 de setembro, no Estação NetRio, em Botafogo, com a exibição gratuita de 47 filmes de 25 países. O festival abordará o Colonialismo Ambiental, destacando a luta pela preservação cultural e ambiental. A mostra paralela Visions Du Réel, apoiada pela Embaixada da Suíça, também será apresentada, trazendo um importante acervo de documentários.

Entre abril e maio de 2024, o Rio Grande do Sul sofreu inundações que afetaram 478 municípios, resultando em 184 mortes e 200 mil desalojados. Em resposta, o governo federal destinou R$ 100 bilhões para recuperação e o INMET adquiriu 98 novas estações meteorológicas.

O Cânion do Peruaçu, em Minas Gerais, foi declarado Patrimônio Mundial Natural pela Unesco, elevando para 25 os bens reconhecidos no Brasil e destacando sua importância na conservação ambiental. O reconhecimento, fruto de colaboração entre governo, pesquisadores e comunidades locais, promete impulsionar o turismo sustentável e o desenvolvimento econômico da região, valorizando sua beleza e história.

O Innova Summit 2025, em Brasília, destaca inovações em sustentabilidade com projetos de compostagem, restauração do Cerrado e técnicas de plantio sustentável, promovendo impacto social positivo. Empreendedores como Micael Cobelo, Nathaly Maas e a dupla Alexandre Nogales e Matheus Destro apresentam soluções que transformam resíduos em adubo, restauram ecossistemas e capacitam comunidades rurais.

Especialistas alertam que a imagem negativa dos tubarões é fruto de desinformação, enquanto a conservação dessas espécies ameaçadas deve ser a verdadeira preocupação. O explorador Bertie Gregory e a cientista Melissa Cristina Márquez destacam que tubarões não têm interesse em humanos como alimento, preferindo presas ricas em gordura. A ecologista Lacey Williams enfatiza a importância de manter contato visual e evitar toques, enquanto a crescente popularidade de interações com tubarões nas redes sociais pode encorajar comportamentos arriscados. A proteção dos tubarões é crucial para a saúde dos ecossistemas marinhos.

A COP30, que ocorrerá em novembro em Belém, é vista como um "ponto de inflexão" na luta climática, apesar da saída dos EUA do Acordo de Paris e atrasos nas NDCs de grandes emissores. André Corrêa do Lago destaca a necessidade de um alinhamento global para enfrentar os desafios climáticos.