Meio Ambiente

Brasil se destaca na transição energética com matriz renovável de 50% e potencial para liderar o mercado global

Brasil se destaca na transição energética global, com 50% de sua matriz proveniente de fontes renováveis, em evento da “COP30 Amazônia”, onde especialistas discutem desafios e oportunidades para o setor.

Atualizado em
June 30, 2025
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Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica — Foto: Marcelo Theobald

A capacidade do Brasil de liderar a transição energética é amplamente reconhecida. Durante o evento “COP30 Amazônia”, realizado em 18 de junho no Rio de Janeiro, especialistas destacaram que o país possui uma matriz energética mais limpa, com cinquenta por cento da energia proveniente de fontes renováveis, em comparação com apenas quinze por cento nos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Quando se analisa a geração de eletricidade, esse percentual sobe para quase noventa por cento.

Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (Abeeólica), enfatizou que o Brasil, que sediará a COP30 em Belém (PA) em novembro, está em um momento crucial para discutir a reindustrialização através de indústrias verdes. Nos últimos quatro anos, o Congresso Nacional aprovou projetos de lei que visam implementar um plano de transformação ecológica, incluindo marcos legais para hidrogênio verde e energias eólicas offshore.

A vice-presidente do conselho diretor da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Bárbara Rubim, apontou que o Brasil tem potencial para expandir a oferta de energia limpa de forma eficiente. Contudo, ela alertou sobre a falta de continuidade na execução dos planos, o que pode comprometer o avanço do setor. A busca constante por inovações pode desviar a atenção do que já foi planejado.

Ricardo Baitelo, gerente de projetos do Instituto de Energia e Meio Ambiente, classificou os avanços em energia renovável como “impressionantes”, citando o crescimento da energia solar, que deve passar de dez gigawatts (GW) em 2020 para quase sessenta GW em 2025. No entanto, ele destacou a necessidade de equilibrar a geração com o consumo, especialmente devido à intermitência das fontes eólicas e solares.

Os especialistas também criticaram a inclusão de “jabutis” em projetos de lei, que podem encarecer as contas de luz em até R$ 197 bilhões nos próximos vinte e cinco anos. Gannoum afirmou que o setor de energia não precisa mais de subsídios, e que a inclusão de emendas sem relação com o tema principal prejudica a execução de projetos essenciais para a transição energética.

O projeto “COP30 Amazônia” conta com o patrocínio de empresas como Eletrobras, JBS e Vale, além do apoio de governos estaduais e instituições financeiras. Em um momento em que a transição energética é crucial, a união da sociedade civil pode ser fundamental para impulsionar iniciativas que promovam uma economia de baixo carbono e garantam um futuro sustentável para todos.

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