Socioambiental

Brasília sedia a IV Marcha das Mulheres Indígenas com mais de sete mil participantes em defesa de direitos e territórios

A IV Marcha das Mulheres Indígenas em Brasília reúne mais de sete mil participantes para reivindicar direitos e proteção ambiental, destacando a luta contra a violência e a exploração. O evento, promovido por organizações indígenas, busca fortalecer a voz feminina na defesa dos territórios e na resistência às mudanças climáticas. A mobilização culminará em uma marcha até o Congresso Nacional, enfatizando a urgência de ações contra a devastação e a violência nos territórios indígenas.

Atualizado em
August 4, 2025
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Uma das pautas prioritárias das mulheres indígenas é a luta pelo veto ao PL da devastação - (crédito: Davi Cruz/CB/D.A Press)

O centro de Brasília se transforma em um importante espaço de mobilização com a realização da IV Marcha das Mulheres Indígenas, que ocorre até 8 de agosto. O evento, promovido pela União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (Umiab) e pela Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga), reúne mais de sete mil mulheres de diversas regiões do Brasil. O tema deste ano é "Nosso corpo, nosso território: Somos guardiãs do planeta pela cura da terra".

A marcha visa fortalecer a presença política das mulheres indígenas e defender seus territórios, além de discutir estratégias para enfrentar a crise climática. Marinete Tukano, coordenadora da Umiab, destaca a importância de estarem em Brasília, onde os direitos dos povos indígenas são debatidos. "Estamos trazendo nossas vozes, das mulheres anciãs, da juventude e de todo o território da Amazônia Brasileira", afirma.

Durante a semana, a Tenda da Umiab, chamada "Vozes da Floresta em Movimento", promove uma série de debates sobre temas relevantes, como violência obstétrica e economia indígena. A programação inclui também discussões sobre alianças regionais e estratégias para a Conferência das Partes (COP 30). Marinete Tukano ressalta que as mudanças climáticas afetam desproporcionalmente as mulheres indígenas, que enfrentam uma crescente violência em seus territórios.

A IV Marcha também marca a realização da 1ª Conferência Nacional das Mulheres Indígenas, um evento inédito que busca garantir visibilidade e participação nas decisões políticas. A mobilização culminará em uma marcha até o Congresso Nacional, onde as participantes farão um apelo coletivo em defesa de seus corpos, territórios e modos de vida.

O evento ocorre em um contexto de expectativa em relação ao veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Devastação, que coincide com o último dia da marcha. A coordenadora da Umiab enfatiza que essa é uma das principais pautas do movimento, que também luta contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, a contaminação das águas e a demarcação de terras.

Essa mobilização é uma oportunidade para que a sociedade civil se una em apoio a causas que visam a proteção dos direitos das mulheres indígenas e a preservação ambiental. Iniciativas que promovam a visibilidade e a participação ativa dessas mulheres são essenciais para garantir um futuro mais justo e sustentável.

Correio Braziliense
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