Brigadistas indígenas e quilombolas estão sendo capacitados para pilotar drones no combate a incêndios florestais, com apoio do Ibama e da Fundação Bunge, visando aumentar a eficiência nas operações. Essa parceria inovadora busca integrar conhecimento tradicional e tecnologia para enfrentar os desafios das queimadas na Amazônia.

Sob um sol intenso, Gildimar Sitrê Xerente, chefe de brigada da Terra Indígena Xerente, pilota um drone DJI Mavic Mini 4 Pro, auxiliado por um companheiro que observa o céu. O treinamento, realizado com apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Bunge, visa aprimorar o combate a incêndios florestais na Amazônia. Gildimar, com doze anos de experiência, destaca a importância de unir conhecimento tradicional e tecnologia.
O curso, realizado em junho, faz parte de um acordo que inclui o treinamento de trinta e seis brigadistas e a doação de seis kits de drones, além de três salas de situação móveis equipadas com tecnologia avançada. O investimento inicial da Fundação Bunge no projeto foi de aproximadamente R$ 500 mil. A parceria surgiu após a Fundação perceber o interesse de indígenas em usar drones para monitorar incêndios, levando a um contato com o Prevfogo para entender as necessidades das brigadas.
Atualmente, o Prevfogo opera com cento e noventa e dois drones e trinta e oito pilotos especializados. A formação de brigadistas indígenas e quilombolas pode aumentar a eficiência no combate a incêndios, especialmente em períodos críticos. O manejo integrado do fogo, que envolve a queima controlada e a recuperação de florestas, é essencial para prevenir incêndios de grandes proporções durante a estação seca.
Os brigadistas enfrentam desafios crescentes devido às mudanças climáticas, que alteram os padrões de queimadas. Em 2024, incêndios ocorreram em períodos atípicos, como no Pantanal em fevereiro. A cobertura vegetal da Amazônia, antes resistente ao fogo, também começou a ser afetada. Flávia Saltini Leite, coordenadora-geral do Prevfogo, observa que a vegetação mais seca aumenta a velocidade e a intensidade das chamas, tornando o trabalho dos brigadistas mais perigoso.
Os drones funcionam como torres de observação, permitindo que os brigadistas avaliem a situação do fogo e identifiquem rotas de fuga. Gildimar, ao pilotar o drone, não apenas registra focos de incêndio, mas também contribui para a segurança de sua equipe. A tecnologia se torna uma aliada crucial no combate a incêndios, especialmente em um cenário de mudanças climáticas que trazem incertezas.
Iniciativas como essa merecem apoio da sociedade civil para garantir a segurança e a eficácia no combate a incêndios florestais. A união em torno de projetos que capacitam comunidades locais pode fazer a diferença na preservação ambiental e na proteção de vidas. Juntos, podemos fortalecer essas ações e ajudar a enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

O governo liberou R$ 150 milhões do Fundo Amazônia para o "Projeto Manejo Integrado do Fogo", focando no combate a queimadas no Cerrado e Pantanal, pela primeira vez fora da Amazônia Legal. A medida, aprovada pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, visa fortalecer a estrutura de combate a incêndios em seis estados, respondendo a emergências ambientais.

O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal atendeu 38 incêndios florestais em um único dia, devastando 142.276 metros quadrados de vegetação nativa. Técnicas de combate foram empregadas para controlar as chamas.

Nos últimos dias, 47 pinguins-de-Magalhães juvenis foram encontrados encalhados no litoral paulista, com quatro vivos e 43 mortos, enquanto causas de óbito são investigadas pelo Instituto Argonauta. A presença de juvenis nesta época é comum, mas a população da espécie enfrenta riscos crescentes.

A Justiça Federal rejeitou o pedido do Ministério Público Federal do Amapá para suspender o simulado de perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas, mas exigiu a presença da Funai nas comunicações com comunidades indígenas.

Em 2024, o Rio de Janeiro alcançou 29,99% na reciclagem de embalagens de vidro, superando a média nacional de 25,1%. A meta é atingir 40% até 2030, segundo o relatório da Circula Vidro.

Fraudes no Cadastro Ambiental Rural (CAR) revelam 139,6 milhões de hectares com sobreposição na Amazônia, enquanto o STF exige planos para cancelar registros irregulares e combater desmatamentos.