Paraisópolis, em São Paulo, enfrenta temperaturas até 8°C mais altas que áreas vizinhas, agravadas pela urbanização e escassez de água, impactando a saúde dos moradores. Especialistas alertam para os riscos das ondas de calor e a necessidade urgente de melhorias na infraestrutura urbana.

A comunidade de Paraisópolis, localizada na zona sul de São Paulo, enfrenta um aumento significativo nas temperaturas, que podem ser até 8°C mais altas do que em áreas vizinhas. Este fenômeno, conhecido como ilha de calor, é resultado da urbanização intensa e da escassez de áreas verdes. Ivaneide Gonçalves da Silva, moradora há 26 anos, relata que o calor tem se intensificado, dificultando a rotina dos moradores, que recorrem a ventiladores e banhos para se refrescar.
Dados da plataforma UrbVerde, desenvolvida por instituições como a Universidade de São Paulo (USP), mostram que a temperatura em Paraisópolis pode ultrapassar 33°C, enquanto áreas adjacentes registram 28°C. O pesquisador Gustavo Paixão alerta que o aquecimento global pode intensificar essas ondas de calor, tornando-as mais frequentes e severas. Estudo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie confirma essa discrepância, evidenciando a necessidade de intervenções urbanas para mitigar os efeitos do calor.
Além do calor extremo, a comunidade também enfrenta problemas de abastecimento de água, que se tornaram mais evidentes durante a pandemia. Moradores como Bruna Tomás relatam que a falta de água em dias quentes agrava a situação, dificultando cuidados básicos de saúde. A Sabesp, empresa responsável pelo abastecimento, reconhece a necessidade de melhorias e afirma estar investindo em obras para resolver a instabilidade no fornecimento.
Especialistas em saúde, como Christovam Barcellos, enfatizam que a falta de água e o calor excessivo podem levar a sérios problemas de saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. As ondas de calor podem agravar condições como hipertensão e diabetes, tornando essencial o monitoramento e a implementação de medidas preventivas. A falta de áreas verdes em Paraisópolis contribui para a sensação de calor intenso, tornando a vida cotidiana mais difícil.
Moradores destacam a importância de áreas verdes para amenizar o calor. Elizandra Cerqueira, empreendedora social, observa que a diferença de temperatura em áreas arborizadas é significativa. Pesquisadores como Marcel Fantin defendem que a cobertura vegetal é uma solução eficaz e econômica para combater as ilhas de calor. A falta de planejamento urbano adequado em Paraisópolis e a urbanização descontrolada em áreas vizinhas, como Morumbi, agravam a situação, evidenciando a injustiça ambiental que afeta as comunidades mais vulneráveis.
As mudanças climáticas e a urbanização desordenada têm um impacto desproporcional nas comunidades de baixa renda, como Paraisópolis. A situação exige uma resposta coletiva e ações efetivas para melhorar a infraestrutura urbana e garantir o acesso a serviços básicos. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam melhorias na qualidade de vida e na saúde dos moradores, criando um ambiente mais justo e sustentável.

Pesquisadores da Universidade de Michigan revelam que apenas 20 a 30 minutos em áreas verdes, três vezes por semana, podem reduzir estresse e melhorar a saúde imunológica. A prática simples e acessível transforma a saúde mental e física.

O Pará se prepara para a COP30 com novas regras para o Fundo Estadual de Meio Ambiente, prevendo R$ 1 bilhão a mais para ações sustentáveis, destacando a responsabilidade ambiental e a transparência nas políticas públicas.

Um ano após as enchentes de 2024, o Rio Grande do Sul enfrenta a devastação de 1,28 milhão de hectares, com projetos de recuperação da flora nativa em andamento. A UFRGS identificou 15.376 cicatrizes de movimentos de massa.

O Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançará um hub para unir pesquisa, empresas e investidores em prol de uma economia de baixo carbono, com um prêmio para estudos relevantes. O evento ocorrerá em 8 de julho.

Petrobras, Exxon Mobil, Chevron e CNPC intensificam a exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, gerando preocupações sobre impactos climáticos e socioambientais. O MPF questiona a falta de estudos adequados.

Cientistas descobriram a nova espécie de sucuri-verde, Eunectes akayima, na Amazônia, medindo 8 metros e pesando mais de 200 quilos, revelando divergência genética de 5,5% em relação à Eunectes murinus. A descoberta ressalta a urgência de ações de conservação, dado o risco de extinção da espécie devido ao desmatamento e mudanças climáticas.