Dr. Carlos Nobre introduziu o termo "Trumping Point", referindo-se ao impacto sociopolítico das decisões de Donald Trump na luta contra as mudanças climáticas, destacando a urgência da COP30 no Brasil.

O climatologista Carlos Nobre introduziu o termo "Trumping Point" para descrever o impacto das decisões de Donald Trump na luta contra as mudanças climáticas. Após seu retorno à presidência dos Estados Unidos em janeiro de 2025, Nobre destacou que, além dos pontos de não retorno ecológicos, agora existe um ponto de não retorno sociopolítico. Ele acredita que as ações de Trump, como a saída do Acordo de Paris e o apoio à exploração de combustíveis fósseis, agravam a emergência climática.
Nobre, que é membro da Academia Brasileira de Ciências e um dos vencedores do Prêmio Nobel da Paz em 2007, enfatiza que a temperatura global já ultrapassou níveis alarmantes. Em janeiro de 2025, a temperatura média foi de 1,75 graus acima dos níveis pré-industriais, o que não ocorre há mais de 120 mil anos. Ele critica o negacionismo climático de Trump e alerta que isso pode levar a consequências irreversíveis para o planeta.
O climatologista também menciona que a ciência já identificou mais de 25 pontos de não retorno, incluindo a extinção de recifes de corais e o descongelamento do permafrost, que liberaria grandes quantidades de gases de efeito estufa. Nobre destaca que a Amazônia está à beira de um ponto de não retorno, onde a degradação e o desmatamento podem resultar na perda de até setenta por cento da floresta, contribuindo significativamente para as emissões globais de carbono.
Com a realização da COP30 em Belém, no Pará, em novembro de 2025, Nobre acredita que esta conferência pode ser a mais importante até agora. Ele ressalta a necessidade urgente de ações concretas para limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus. Os países que mais emitem gases, como China, Índia e Rússia, devem assumir a liderança, especialmente com os Estados Unidos fora do acordo.
O papel do mercado financeiro é visto como crucial na transição para uma economia de baixo carbono. Nobre sugere que um mercado de carbono robusto pode incentivar setores emissores a adotarem práticas mais sustentáveis. Ele menciona exemplos de países que já estão se comprometendo a eliminar o uso de combustíveis fósseis, como a Alemanha e a Noruega, e acredita que o Brasil tem potencial para liderar essa transição.
O Brasil, que enfrenta desafios significativos com o desmatamento, pode se tornar um modelo de economia sustentável. O governo atual se comprometeu a zerar o desmatamento até 2030 e a restaurar áreas degradadas da Amazônia. Projetos de restauração florestal são essenciais para remover carbono da atmosfera e mitigar as emissões. A mobilização da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a proteção ambiental e a promoção de um futuro sustentável.

ONGs e líderes ambientais solicitaram ao governo brasileiro um pacto internacional que assegure US$ 7 bilhões anuais para a proteção da Amazônia, destacando a COP30 como uma oportunidade crucial. O documento entregue enfatiza a necessidade de mobilização de recursos para evitar a degradação irreversível da floresta, que já perdeu mais de 17% de sua área.

A empresa X lançou uma nova linha de produtos sustentáveis, destacando um produto inovador que é mais eficiente e acessível, em parceria com organizações ambientais para aumentar a conscientização.

A cheia do Rio Negro em Manaus atinge 29,04 metros, afetando 40 municípios do Amazonas. A prefeitura constrói pontes e distribui cestas básicas para mitigar os impactos da situação.

Uma investigação da Reuters revelou que 24 dos 36 projetos de carbono na Amazônia estão associados a beneficiários com infrações ambientais, incluindo um esquema de legalização de madeira ilegal. Os projetos, validados por Verra e Cercarbono, expõem falhas no controle de qualidade do mercado voluntário de carbono, com penalidades que superam R$ 125 milhões. O caso de Ricardo Stoppe Junior, preso por liderar um esquema de lavagem de madeira, destaca a gravidade da situação.

Colapso de lixão em Goiás contamina Córrego Santa Bárbara, resultando em fechamento da empresa responsável e proibição do uso da água. Doze aterros em Goiânia estão em situação irreversível, evidenciando descaso ambiental.

O Jardim Botânico de Brasília iniciará a substituição de pinheiros por espécies nativas, gerando polêmica entre moradores que valorizam a memória afetiva das árvores. A mudança visa combater a invasão de espécies exóticas no Cerrado.