O Complexo Pequeno Príncipe se destaca como a primeira instituição de saúde do Brasil a adquirir créditos de biodiversidade, investindo US$ 15 mil em cinco mil unidades, em parceria com a SPVS. Essa ação pioneira visa integrar a conservação da natureza à gestão ambiental, promovendo a saúde integral e a responsabilidade socioambiental.

O Complexo Pequeno Príncipe, uma instituição de saúde filantrópica, fez história ao se tornar a primeira do Brasil a adquirir créditos de biodiversidade. Com um investimento de US$ 15 mil, a instituição adquiriu cinco mil unidades, representando um terço da sua necessidade estimada. A operação foi realizada em parceria com a Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), que atua na proteção da biodiversidade da Mata Atlântica, um bioma em risco.
A certificação de Créditos LIFE de Biodiversidade foi concedida à instituição em novembro de 2024 pela empresa Neocert Certificações Florestais e Agrícolas. Os créditos adquiridos são gerados a partir de reservas naturais mantidas pela SPVS no litoral norte do Paraná. Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS, destacou a importância da iniciativa, afirmando que ela provoca o setor produtivo a reconhecer o valor da natureza em suas práticas de gestão.
Regiane Borsato, diretora-executiva do Instituto LIFE, enfatizou que essa ação representa uma mudança de mentalidade, onde uma instituição de saúde se torna pioneira na compensação com créditos de biodiversidade. Essa abordagem é essencial para enfrentar a emergência climática e garantir a sustentabilidade das instituições, reconhecendo que cuidar da biodiversidade é fundamental para a saúde integral.
O Complexo Pequeno Príncipe já possui altos padrões em gestão ambiental e está em processo de implementação da Certificação LIFE de Negócios e Biodiversidade. Para obter esse reconhecimento, a instituição deve demonstrar que suas ações vão além da compensação legal, incluindo a aquisição de créditos de biodiversidade e ações voluntárias de conservação.
José Álvaro Carneiro, diretor-corporativo do Complexo, ressaltou que, apesar de já serem carbono neutro desde 2021 e terem recebido reconhecimento internacional, as ações ainda são insuficientes diante da crise climática. Ele reforçou a missão da instituição de promover saúde com responsabilidade, unindo saúde, educação e pesquisa com a conservação ambiental.
A Certificação LIFE é uma metodologia brasileira que estabelece critérios rigorosos para a geração e comercialização de créditos de biodiversidade. Essa iniciativa é um passo importante na integração entre conservação e práticas corporativas sustentáveis. Projetos como o do Complexo Pequeno Príncipe devem ser apoiados pela sociedade civil, pois a união em torno da proteção da biodiversidade é fundamental para garantir um futuro mais saudável e sustentável para todos.

Termo de compromisso entre ICMBio e comunidade guarani no Paraná permite permanência em terras sobrepostas a reserva biológica, gerando protestos de entidades conservacionistas. A gestão indígena é reconhecida como essencial para a conservação das florestas.
Ibama finaliza a Operação Onipresente na Terra Indígena Sararé, inutilizando equipamentos de garimpo ilegal e enfrentando 1.436 alertas em 2025, que devastaram 599 hectares da área Nambikwara.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) iniciou uma oficina para o Programa Amazônia Azul, focando na economia sustentável das regiões costeiras do Brasil. O evento, que ocorre até quinta-feira, visa beneficiar comunidades vulneráveis e promover inclusão social, alinhando-se à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). A iniciativa busca integrar ações de desenvolvimento econômico com a preservação ambiental, priorizando áreas críticas e com potencial produtivo.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou investimentos de R$ 491,3 milhões para a transposição do rio São Francisco em Pernambuco e criticou o governo anterior por paralisias em obras. Durante visitas ao Nordeste, Lula enfatizou a importância de garantir que a água chegue às casas e prometeu não permitir retrocessos. Ele destacou que a transposição é uma "redenção de um povo" e que a obra deve ser concluída até 2028.

A extração de colágeno da pele de jumentos para o ejiao causa a drástica redução da população desses animais no Brasil, que caiu 94% nas últimas três décadas. Movimentos buscam proibir o abate e criar santuários.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) concluiu a minuta do Programa de Desenvolvimento Econômico Sustentável para a Amazônia Azul, focando em emprego e conservação ambiental. A proposta, construída em colaboração com diversos órgãos, visa fortalecer a economia costeira e marinha, alinhando-se à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). A resolução será deliberada em setembro de 2025, com recursos do Orçamento Geral da União e financiamentos do BNDES.