Conceição Evaristo, linguista e escritora, destacou na Flip a escrita como espaço de libertação para mulheres negras, incentivando novas vozes literárias. Sua fala enfatiza a importância da produção textual como afirmação do corpo feminino em uma sociedade que o marginaliza.

Linguista, escritora e pesquisadora-docente universitária, Conceição Evaristo se destacou como uma das principais vozes do movimento pós-modernista no Brasil. Recentemente, ela participou da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), onde abordou a crescente presença de escritoras negras na literatura. Durante sua palestra, Evaristo enfatizou a importância da escrita como um espaço de libertação e afirmação para essas mulheres.
Em sua fala, Evaristo destacou que o mais relevante não é ser a primeira, mas sim abrir caminhos para que outras escritoras possam se expressar. Ela afirmou: “A escrita para mim é um lugar de colocação do corpo. Não sou uma pessoa do gesto, não sei dançar, não sei cantar. A escrita é um lugar que, nós, mulheres negras, temos mais liberdade de colocar nosso corpo.” Essa perspectiva ressalta a luta contra a objetificação e a desumanização que muitas mulheres negras enfrentam na sociedade.
A escritora também abordou a dualidade do corpo negro, que é frequentemente visto como uma ameaça, mas que também tem o potencial de produzir arte e literatura. Evaristo afirmou que “nosso corpo é sempre suspeito”, referindo-se ao olhar crítico que a sociedade lança sobre as mulheres negras, independentemente de sua aparência. Essa realidade torna a escrita um ato de resistência e empoderamento.
Durante a Flip, Evaristo compartilhou sua experiência e incentivou novas vozes a se unirem ao movimento literário. Ela acredita que a literatura pode ser um meio poderoso para transformar narrativas e abrir espaço para a diversidade. A presença de escritoras negras na literatura é fundamental para que suas histórias e vivências sejam reconhecidas e valorizadas.
O evento, que ocorreu no último domingo, 3, foi um espaço de troca e reflexão sobre a importância da representatividade na literatura. A participação de Evaristo e outras escritoras negras na Flip demonstra um avanço significativo na busca por igualdade e visibilidade no cenário literário brasileiro.
Iniciativas que promovem a literatura e a cultura negra devem ser apoiadas pela sociedade civil. A união em torno de projetos que valorizem a diversidade e a inclusão pode fazer a diferença na vida de muitas mulheres que buscam espaço e reconhecimento em suas expressões artísticas.

No Festival Negritudes Globo, o painel "Fé, amor e família" destacou a importância da paternidade na comunidade negra, com Tony Tornado e seu filho Lincoln, além do casal Aline Wirley e Igor Rickli. O evento promoveu reflexões sobre a presença de figuras paternas e a intergeracionalidade nas famílias negras, com homenagens a Tornado, que completará 95 anos.

O projeto Manas Digitais, da UFPA, promove a inclusão feminina na tecnologia, agora com a TacaCode Hub, que oferece educação corporativa e mantém foco em mulheres de baixa renda. A iniciativa já formou diversas profissionais na área.

O Atlético Mineiro inaugurou o Espaço Sensorial na Arena MRV, um ambiente adaptado para crianças autistas, com capacidade para seis torcedores por jogo, em parceria com a Clínica Florescer. Essa iniciativa visa promover a inclusão no futebol, oferecendo um espaço seguro e confortável durante as partidas. O jogador Guilherme Arana, pai de uma criança com TEA, destacou a importância do projeto, que representa um avanço significativo na acessibilidade nos estádios brasileiros.

O empresário Fabricio Granito lançou o Miss Cosmo Brasil, um concurso que valoriza atitude e impacto social, com planos de expansão para 2026. O evento já premiou Cris Monize e Gabriela Borges.

Moradores de Ceilândia, Taguatinga, Areal e Guará denunciam o abandono de parquinhos e quadras, exigindo reformas e manutenção urgente das áreas de lazer. A administração local promete vistorias e melhorias.

Renato, um esportista saudável, foi diagnosticado com câncer de pulmão em 2019, desafiando o estigma de que apenas fumantes são afetados. Ele compartilha sua jornada e a evolução dos tratamentos, ressaltando a importância da conscientização.