Gabriela de Paula Marcurio lança "A máquina do terror", que investiga a luta da comunidade de Paracatu de Baixo por reparação após o desastre da barragem de Mariana, evidenciando a precariedade do processo.

Gabriela de Paula Marcurio, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), lançou o livro A máquina do terror, que aborda a luta da comunidade de Paracatu de Baixo, em Mariana (MG), por reparação após o rompimento da barragem de rejeitos de minério de ferro da Samarco em 2015. O desastre, considerado um dos maiores do Brasil, afetou profundamente a vida dos moradores da região.
A obra, financiada pela FAPESP, analisa os quase dez anos de esforços da comunidade para reivindicar seus direitos. Marcurio destaca que, em sua pesquisa de campo, observou como os atingidos foram forçados a lidar com processos técnicos e jurídicos impostos pelas mineradoras, que prolongaram os danos e a precariedade da situação.
Os relatos coletados revelam a luta dos moradores para se organizar e reivindicar reparações justas. Com o apoio da Cáritas Brasileira, os atingidos aprenderam a elaborar documentos que contrastam as propostas das empresas com suas reivindicações, buscando garantir seus direitos e a memória de suas vivências.
O livro é dividido em três capítulos. O primeiro aborda o controle exercido pelas mineradoras sobre a vida dos atingidos desde o desastre. O segundo analisa a luta por reparação, enquanto o terceiro discute as implicações do desastre na noção de comunidade, com base nos relatos dos moradores de Paracatu de Baixo.
Marcurio conclui que o processo de reparação conduzido pelas empresas é precário e continua a vitimizar as comunidades afetadas. A memória, segundo a autora, se torna uma ferramenta essencial na luta por reconhecimento e justiça, ajudando a comunidade a retomar seu modo de viver.
O livro, com 240 páginas, está disponível por R$ 67,92 no site da Editora da UFSCar. A obra não apenas ilumina a luta por reparação, mas também serve como um chamado à ação para que a sociedade civil se una em apoio às vítimas, promovendo iniciativas que ajudem na recuperação e fortalecimento das comunidades afetadas.

Investimentos em adaptação climática podem gerar até US$ 10,5 em benefícios por cada dólar aplicado, segundo estudo do WRI. Projetos no Brasil, como o de Fortaleza, demonstram retornos significativos, mesmo sem desastres.

Mashco Piro, grupo indígena isolado, enfrenta crises alimentares e violência crescente na fronteira Peru-Brasil, exacerbadas pela falta de políticas binacionais e mudanças climáticas. A situação exige ação urgente.

A LATAM Airlines foi reconhecida como a companhia aérea mais sustentável da América e a quinta do mundo, destacando seu compromisso com a sustentabilidade e a redução de emissões de carbono. A empresa implementa programas inovadores, como "1+1 Compensar para Conservar" e "Avião Solidário", que promovem ações sociais e ambientais significativas.

Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, recebeu propostas para o Plano Estadual da Pesca Artesanal do Amapá, visando fortalecer o setor pesqueiro e promover a inclusão da pesca esportiva. A iniciativa busca impulsionar a economia local e melhorar a qualidade de vida das comunidades ribeirinhas, enfrentando desafios climáticos e estruturais.

Após cinco anos do Marco do Saneamento, 363 municípios brasileiros ainda operam com contratos irregulares, deixando 16,9% da população sem água potável e 44,8% sem esgoto. O Instituto Trata Brasil alerta para a necessidade urgente de investimentos.

O Complexo Pequeno Príncipe se destaca como a primeira instituição de saúde do Brasil a adquirir créditos de biodiversidade, investindo US$ 15 mil em cinco mil unidades, em parceria com a SPVS. Essa ação pioneira visa integrar a conservação da natureza à gestão ambiental, promovendo a saúde integral e a responsabilidade socioambiental.