A desigualdade de gênero persiste em cargos de liderança, com mulheres sobrecarregadas pela multitarefa. É crucial filtrar o essencial para alcançar foco e sucesso, desafiando imposições sociais.

Historicamente, as mulheres enfrentam desigualdades em diversas esferas, como educação e mercado de trabalho. Essa exclusão se reflete na escassez de mulheres em cargos de liderança e reconhecimento, mesmo em um contexto onde o sucesso é frequentemente associado a mérito individual. No entanto, essa análise ignora que o sucesso, como o conhecemos, é moldado por privilégios de acesso, tempo e espaço, que historicamente foram negados às mulheres.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, ao referir-se a “homens” como sinônimo de humanidade, evidencia um atraso histórico que ainda impacta a vida das mulheres. Durante muito tempo, elas foram impedidas de estudar, competir em esportes e exercer profissões. Essa luta por direitos básicos, como ter um CPF, votar e decidir sobre seus corpos, é um reflexo das desigualdades estruturais que persistem até hoje.
Além das desigualdades estruturais, a naturalização da multitarefa entre mulheres se torna um obstáculo significativo. Muitas vezes, elas são sobrecarregadas com responsabilidades que vão além da carreira, incluindo o cuidado com filhos e familiares, gestão do lar e a pressão de manter uma imagem impecável. Essa expectativa de equilibrar múltiplas funções pode desviar o foco do que realmente importa, como o tempo de qualidade e o desenvolvimento de habilidades específicas.
Enquanto homens podem se dedicar integralmente a uma única tarefa, as mulheres frequentemente enfrentam interrupções por demandas emocionais e organizacionais. Essa habilidade de multitarefa, embora exaltada, tem um custo alto e é muitas vezes imposta. A pressão para atender a todas essas expectativas pode levar ao esgotamento e à distração, dificultando o alcance de objetivos maiores.
O desafio atual é aprender a filtrar o que é essencial do que é acessório. Isso envolve distinguir entre escolhas pessoais e imposições sociais, além de identificar o que realmente empodera e o que apenas consome energia. A liberdade pode estar na capacidade de se concentrar em uma única tarefa, dedicando tempo e atenção a ela, o que pode ser um ato revolucionário em um mundo que valoriza a dispersão.
Essa reflexão sobre a condição da mulher no mercado de trabalho e na sociedade é um convite à ação. Projetos que visam apoiar mulheres em suas jornadas podem fazer a diferença. Ao unir forças, podemos contribuir para que mais mulheres tenham acesso a oportunidades e recursos que promovam seu desenvolvimento e bem-estar.

Neste sábado, 26 de abril, Claudia Jordão lança "Elas, meninas", um livro que reúne relatos de mais de 50 mulheres sobre violência sexual, com bate-papo na Livraria Alpharrabio. A obra visa dar voz a experiências dolorosas e promover a reflexão sobre o tema.

A Casa de Parto de São Sebastião, referência em partos humanizados, registrou 210 partos em 2023 e mais de 430 em 2024, oferecendo suporte integral às mães e integração com o Banco de Leite Humano.

Bruno Salomão, chef maranhense, superou alcoolismo e obesidade, perdendo mais de 70 kg. Ele compartilha sua jornada de transformação e agora participa do reality show "Chef de Alto Nível".

O Paraná se destaca como o primeiro membro afiliado da Rede Global de Cidade e Comunidade Amiga da Pessoa Idosa na América do Sul, promovendo políticas de envelhecimento saudável. O governador Carlos Massa Ratinho Junior e a secretária Leandre Dal Ponte celebram a conquista, que visa certificar todos os 399 municípios do estado. A iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) busca criar ambientes mais inclusivos para os idosos, com a expectativa de que mais cidades adotem essas práticas.
A Policlínica de Taguatinga recebe R$ 150 mil para reformas, promovendo ambientes mais confortáveis e funcionais até 2025, beneficiando pacientes e profissionais de saúde.

A novela "Vale Tudo" gerou um aumento expressivo de acessos ao aplicativo da Defensoria Pública, com 270 mil mulheres buscando informações sobre pensão alimentícia após uma cena impactante. A personagem Lucimar, interpretada por Ingrid Gaigher, busca judicialmente esse direito, evidenciando a importância da ficção na conscientização social. A advogada de família Bárbara Heliodora destaca que muitas mulheres desconhecem a possibilidade de recorrer à Justiça gratuitamente, e a cena trouxe à tona a responsabilidade compartilhada entre pais e mães.