Educação

Desigualdade educacional em São Paulo: mais da metade dos distritos não atinge média do Ideb

Mais da metade dos distritos de São Paulo não atinge a média do Ideb. O prefeito Ricardo Nunes propõe gestão privada para escolas com baixo desempenho. A cidade de São Paulo enfrenta uma grave crise educacional, com 53 dos 96 distritos não alcançando a média nacional do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para os anos iniciais do ensino fundamental. As disparidades são alarmantes, com diferenças de até 50% entre regiões. O prefeito Ricardo Nunes responsabiliza os professores pelo baixo desempenho e sugere a privatização das escolas com os piores resultados. A desigualdade na educação se reflete também nas condições de trabalho dos docentes, que enfrentam sobrecarga nas áreas mais vulneráveis.

Atualizado em
April 17, 2025
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O prefeito Ricardo Nunes (MDB) cumprimenta alunos da Emef Padre Serafin Martinez Gutierrez, na zona leste, no primeiro dia letivo de 2025; ele está acompanhado do secretário de Educação, Fernando Padula - Zanone Fraissat - 5.fev.25/Folhapress

Recentemente, dados revelaram que mais da metade dos distritos de São Paulo, especificamente cinquenta e três dos noventa e seis, não atingem a média nacional do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para os anos iniciais do ensino fundamental. Essa situação evidencia a desigualdade educacional na cidade, onde a diferença de desempenho entre regiões pode chegar a cinquenta por cento. Enquanto a Vila Mariana, na zona sul, apresenta uma média de 7,3, o Pari, na região central, registra apenas 4,8.

O levantamento, realizado pela Rede Nossa São Paulo, com informações da prefeitura e do Ministério da Educação, foi divulgado no dia dezessete de abril de dois mil e vinte e cinco. Sob a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), a capital paulista não conseguiu recuperar o desempenho educacional anterior à pandemia, com o Ideb caindo de 5,7 em dois mil e vinte e um para 5,6 no ano seguinte, ficando abaixo da média nacional de 5,7.

Igor Pantoja, coordenador da Rede Nossa São Paulo, destacou que a distribuição desigual dos serviços públicos, incluindo a educação, é uma questão recorrente na cidade. Ele apontou que os distritos mais pobres, como o Pari, enfrentam uma oferta educacional deficitária, refletindo também em suas rendas médias mensais, que são significativamente inferiores às de regiões mais ricas, como a Vila Mariana.

A Secretaria Municipal de Educação informou que está implementando medidas para reduzir essas desigualdades, como o pagamento de gratificações para professores que atuam em áreas de alta vulnerabilidade. No entanto, o estudo também revelou que os docentes nas escolas municipais de regiões mais pobres enfrentam uma carga de trabalho excessiva, o que impacta diretamente na qualidade do ensino.

O prefeito Ricardo Nunes tem responsabilizado os professores pelo baixo desempenho das escolas, afirmando que não pode aceitar que algumas instituições apresentem notas tão discrepantes. Ele propôs a gestão privada para as cinquenta escolas com os piores resultados, buscando soluções para melhorar a qualidade do ensino na cidade.

Nesta situação, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem melhorar a educação nas áreas mais afetadas. Projetos que promovam a capacitação de professores e a infraestrutura das escolas podem fazer a diferença na vida de muitos alunos, contribuindo para um futuro mais igualitário e promissor.

Folha de São Paulo
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