Mudanças climáticas intensificam desigualdades em São Paulo, com variações de temperatura entre bairros. A pesquisa revela que áreas menos favorecidas estão menos preparadas para enfrentar eventos extremos.

As mudanças climáticas têm gerado oscilações bruscas de temperatura e eventos extremos, impactando de maneira intensa as grandes cidades. A urbanização acelerada, caracterizada pela impermeabilização do solo e pela predominância de concreto e asfalto, contribui para o aumento das temperaturas em áreas que não estão preparadas para enfrentar tais desafios. Um estudo recente foca na desigualdade entre bairros de São Paulo, revelando que a variação de temperatura é significativa entre regiões socioeconomicamente distintas.
A pesquisa compara dados de duas subprefeituras da cidade, destacando que bairros com menor poder aquisitivo apresentam menos infraestrutura para lidar com eventos climáticos extremos. Equipamentos de resfriamento e calefação são escassos nessas áreas, o que agrava a vulnerabilidade da população. Essa situação evidencia a necessidade urgente de políticas públicas que promovam a equidade no acesso a recursos que minimizem os impactos das mudanças climáticas.
Além disso, a falta de vegetação em áreas urbanas contribui para o fenômeno conhecido como "ilha de calor", onde as temperaturas são significativamente mais altas em comparação com áreas rurais. Essa condição não apenas afeta o conforto térmico da população, mas também pode agravar problemas de saúde, especialmente entre os mais vulneráveis. A pesquisa sugere que a implementação de espaços verdes e a melhoria da infraestrutura urbana são essenciais para mitigar esses efeitos.
Os dados coletados revelam que a temperatura em bairros mais ricos pode ser até cinco graus Celsius mais baixa do que em áreas mais pobres. Essa discrepância não é apenas uma questão de conforto, mas reflete a desigualdade social que permeia a cidade. A falta de planejamento urbano adequado e a ausência de políticas de mitigação tornam essas comunidades ainda mais suscetíveis a desastres naturais.
O estudo conclui que é fundamental promover ações que garantam a equidade no acesso a recursos e infraestrutura. A conscientização da população e a mobilização social são essenciais para pressionar por mudanças que beneficiem todos os cidadãos. A união da sociedade civil pode ser um fator decisivo na busca por soluções que enfrentem as desigualdades climáticas.
Nessa situação, nossa união pode ajudar os menos favorecidos a se prepararem melhor para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Projetos que visem a melhoria da infraestrutura e a criação de espaços verdes são fundamentais e podem ser impulsionados por iniciativas coletivas que busquem apoio e recursos para transformar a realidade de comunidades vulneráveis.

O cerrado, vital para a agropecuária e recursos hídricos do Brasil, enfrenta uma severa crise hídrica, com queda de 21% na precipitação e 27% na vazão dos rios, além de incêndios devastadores. A pressão do agronegócio e a mudança climática agravam a situação, colocando em risco a vegetação e a biodiversidade do bioma.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) intensifica ações para a COP 30, destacando a irrigação como tecnologia vital para a adaptação climática e mitigação de gases de efeito estufa. A parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC+) reforçam essa estratégia.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defende que a Petrobras amplie investimentos em energia limpa, enquanto a Licença Ambiental Especial não comprometerá a segurança ambiental. A decisão sobre exploração de petróleo cabe ao Conselho Nacional de Política Energética.
Ibama realiza a Operação Mata Viva na Paraíba, resultando em 42 autos de infração, embargos de 106,5 hectares de vegetação nativa e apreensão de 176 aves silvestres. A ação visa combater o desmatamento ilegal e proteger áreas indígenas.

Crianças brasileiras enfrentam a falta de contato com a natureza, com 37,4% das escolas sem áreas verdes. O governo de São Paulo promete escolas sustentáveis até 2026, mas nenhuma foi entregue até agora.

A Grande São Paulo enfrenta, pela primeira vez em 2025, um alerta vermelho de incêndio, devido à baixa umidade e altas temperaturas. A Defesa Civil destaca que a umidade pode cair para 20%, aumentando o risco de queimadas.