Em 2024, o desmatamento em Terras Indígenas com povos isolados no Brasil ainda é alarmante, com mais de 2 mil hectares destruídos, apesar da queda geral de 18,2%. A TI Kayapó teve um aumento de 2.000% em queimadas.

Em 2024, o desmatamento em Terras Indígenas (TIs) no Brasil apresentou uma queda de 18,2%, mas ainda assim, mais de dois mil hectares foram devastados em áreas com povos isolados. O Instituto Socioambiental (ISA) divulgou um estudo que revela a destruição equivalente à derrubada de 1,2 milhão de árvores, evidenciando a gravidade da situação. O relatório “Sirad-I: Sistema de Alerta de Desmatamento em Terras Indígenas com Registros de Povos Isolados de 2024” foi elaborado em parceria com o Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (Opi).
O estudo abrange 33 áreas com registros de povos indígenas isolados, totalizando 224 milhões de hectares monitorados. As TIs Kayapó e Mundurucu, além do Território Indígena do Xingu, foram as mais afetadas, representando cerca de 60% do total desmatado. Tiago Moreira, antropólogo e pesquisador responsável pelo monitoramento, alerta sobre o aumento da exploração ilegal de madeira na Bacia do rio Xingu, que também impacta o Parque Indígena do Xingu.
Desde 2019, o roubo de madeira tem sido denunciado, mas a situação se agravou nos últimos dois anos, com a abertura de ramais dentro do território. O relatório também destaca que 2024 foi marcado por uma alta incidência de queimadas no Brasil, resultado de fatores climáticos e da devastação nas áreas ao redor das TIs. A TI Kayapó, em particular, foi responsável por 40% de todos os focos de queimadas registrados, com um aumento de mais de 2.000% em comparação a 2023.
As TIs Jacareúba/Kaawixi e Vale do Javari também apresentaram variações significativas, superiores a 500%, embora com níveis de desmatamento mais baixos. No Vale do Javari, o uso tradicional do território foi mapeado, enquanto na Jacareúba/Kaawixi, o desmatamento foi atribuído a invasores. O estudo revela a necessidade urgente de proteção e monitoramento dessas áreas para preservar a biodiversidade e os direitos dos povos indígenas.
O aumento das queimadas e a exploração ilegal de recursos naturais nas TIs indicam uma crise ambiental e social que requer atenção imediata. A proteção das Terras Indígenas é essencial não apenas para a preservação da cultura indígena, mas também para a manutenção do equilíbrio ecológico. A mobilização da sociedade civil é fundamental para garantir que essas comunidades tenham os recursos necessários para resistir a essas ameaças.
Em momentos como este, a união da sociedade pode fazer a diferença. Apoiar iniciativas que promovam a proteção das TIs e a valorização dos saberes indígenas é um passo importante para garantir um futuro mais sustentável e justo para todos. Juntos, podemos ajudar a preservar esses territórios e suas culturas, contribuindo para um mundo mais equilibrado.

Pesquisas da Embrapa Algodão e Santa Anna Bioenergia no Brasil exploram a Agave tequilana para etanol, biomassa e alimentação animal, visando inovação e sustentabilidade no Semiárido. O projeto, que inclui parcerias com instituições mexicanas, busca otimizar o cultivo e a mecanização, contribuindo para a bioeconomia e a redução de desigualdades regionais.

Estudo revela que o aquecimento global pode elevar em até 39% o risco de diarreia em crianças no sul e sudeste da Ásia, destacando a urgência de educação materna e acesso à água potável. A pesquisa, publicada na revista Environmental Research, alerta que temperaturas extremas e chuvas anômalas agravam a mortalidade infantil, especialmente em países de baixa e média renda.

O governo federal revelará até julho o Plano de implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), que regulará o mercado de carbono no Brasil. A subsecretária Cristina Reis destacou a importância do plano para a redução de emissões e a criação de um órgão gestor provisório. A iniciativa foi apresentada durante o seminário “COP30 Transição Energética e Mercado de Carbono”, promovido por veículos de comunicação e com apoio de grandes empresas.

Representantes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) visitaram empreendimentos na Itália para aprender sobre gestão de resíduos sólidos, buscando soluções adaptadas ao Brasil. A troca de experiências é crucial para enfrentar os mais de 3 mil lixões ativos no país e desenvolver parcerias locais.

Operação conjunta do Ibama, Polícia Federal e Funai destrói 16 dragas e 4 rebocadores no rio Jandiatuba, combatendo o garimpo ilegal e protegendo a Amazônia e comunidades indígenas. A ação reforça o compromisso com a preservação ambiental e a responsabilização dos infratores.

Estudo recente alerta que a extinção de diversas espécies pode ocorrer em ritmo acelerado nos próximos cinquenta anos, demandando ações urgentes para preservar a biodiversidade global.