Duas jaguatiricas foram atropeladas em rodovias de São Paulo, destacando a vulnerabilidade da espécie, considerada quase ameaçada e essencial para o equilíbrio ecológico da região. O biólogo André Gonçalves Vieira alerta para os riscos de atropelamentos e perda de habitat.

Duas jaguatiricas (Leopardus pardalis) foram atropeladas em rodovias de São Paulo, especificamente na rodovia José Batista de Souza (SP-483), em Regente Feijó, e na rodovia Júlio Budiski (SP-501), em Flora Rica. O corpo do macho adulto encontrado em Regente Feijó foi localizado pela Polícia Militar Ambiental no dia quatro de agosto, no quilômetro dois da via. O animal apresentava sinais de decomposição avançada, com a pata traseira direita amputada.
O serralheiro Luis Eduardo Nunes Zanuto, que passou pelo local no dia três de agosto, relatou ao g1 que encontrou o animal já morto às margens da rodovia. Ele expressou sua curiosidade ao ver a jaguatirica, um felino raro na região, e lamentou a morte do animal, embora não tenha percebido marcas de atropelamento visíveis.
No caso da jaguatirica atropelada em Flora Rica, o acidente ocorreu na mesma data em que o corpo foi removido, próximo ao quilômetro seiscentos e sete. O secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Flora Rica, Inaldo dos Santos Nascimento, informou que um veículo provavelmente passou por cima da cabeça do animal, causando sua morte.
O biólogo André Gonçalves Vieira destacou a importância da jaguatirica como predador de topo em ambientes fragmentados, essencial para o equilíbrio ecológico da região de Presidente Prudente e do Oeste Paulista. Ele ressaltou que a espécie é considerada "quase ameaçada" e enfrenta ameaças como perda de habitat e atropelamentos em rodovias.
O Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP) confirmou a remoção do corpo da jaguatirica em Flora Rica, seguindo as normas ambientais. No entanto, o corpo encontrado em Regente Feijó não foi localizado. O DER-SP reforçou a importância da direção atenta em trechos com vegetação e orientou motoristas a reduzirem a velocidade ao avistarem animais na pista.
Esses trágicos acidentes ressaltam a necessidade de ações para proteger a fauna local. Vítimas de atropelamentos como esses podem precisar de apoio para a recuperação e preservação de espécies ameaçadas. A união da sociedade civil pode fazer a diferença na proteção de animais silvestres e na promoção de iniciativas que visem a conservação ambiental.

O aumento de 92% no desmatamento da Amazônia, anunciado pelo Ministério do Meio Ambiente, compromete a imagem do Brasil e sua liderança na agenda climática global, exigindo ação imediata do governo.

Pesquisa do Datafolha revela que 88% dos brasileiros percebem riscos das mudanças climáticas, apesar de um leve aumento na despreocupação, que chega a 9%. Desastres naturais recentes influenciam essa percepção.

O BNDES e o Ministério do Meio Ambiente anunciaram R$ 210 milhões para revitalizar o Fundo Amazônia, priorizando parcerias com municípios na luta contra o desmatamento. A iniciativa visa reduzir pela metade a destruição florestal em estados críticos, beneficiando mais de 14 mil famílias com projetos sustentáveis.

O Brasil, líder em energias renováveis, avança na descarbonização com o hub de hidrogênio verde no Ceará e um edital de R$ 500 milhões do BNDES para inovações em biometano.

São Paulo lançará em agosto um projeto piloto que oferece créditos no Bilhete Único para ciclistas, com inscrições até 30 de junho, visando avaliar incentivos financeiros na mobilidade urbana. A iniciativa, apoiada por instituições como a USP e a FGV, busca entender o impacto de recompensas financeiras no uso de bicicletas, promovendo a redução do transporte motorizado. O experimento, que durará três meses, requer que os voluntários sejam maiores de idade, moradores da cidade e possuam uma bicicleta.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou que o governo busca garantir hospedagens acessíveis para delegações de países vulneráveis na COP30, em Belém. Ela criticou a ausência dos EUA e defendeu os vetos de Lula à lei de licenciamento ambiental, priorizando a proteção ambiental.