Casos de febre oropouche no Brasil dispararam para 10.940 em 2024, com duas mortes. Pesquisadores apontam mudanças climáticas e novas cepas do vírus como fatores críticos para a epidemia.

A febre oropouche, uma doença emergente no Brasil, teve um aumento alarmante de casos, passando de 108 em 2021 para 10.940 em 2024, com duas mortes registradas. A disseminação do arbovírus, transmitido pelo inseto Culicoides paraensis, ocorre principalmente em áreas onde a população não possui imunidade. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto Butantan identificaram fatores como mudanças climáticas e alterações genéticas do vírus como responsáveis por essa rápida expansão.
O estudo revelou que o aumento das temperaturas e a variação na precipitação, juntamente com mudanças no uso da terra, contribuíram para a propagação da doença. A Região Norte do Brasil continua a ser a mais afetada, mas casos também foram registrados em estados como Espírito Santo, Bahia e Rio de Janeiro. O C. paraensis, que se reproduz em matéria orgânica, se torna uma praga em ambientes propícios, como plantações de cacau e banana, dificultando o controle do vetor.
Pesquisas anteriores já indicavam que o vírus oropouche passou por alterações genéticas, aumentando a possibilidade de novos vetores, como o mosquito Culex quinquefasciatus, contribuírem para a transmissão. A situação é preocupante, pois mesmo populações que historicamente tiveram contato com o vírus estão se tornando suscetíveis a reinfecções devido à diminuição da resposta dos anticorpos contra variantes do vírus.
Os cientistas elaboraram um cartograma que mostra a expansão da doença, correlacionando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) com variáveis climáticas e de uso da terra. As temperaturas médias e a precipitação mostraram a relação mais significativa com o aumento dos casos, evidenciando que a incubação do vírus é favorecida por condições climáticas quentes.
O desmatamento e a degradação ambiental também estão interligados à expansão da febre oropouche, pois áreas afetadas por essas práticas são mais vulneráveis e carecem de infraestrutura adequada. A chegada do vírus em regiões litorâneas, mais densamente povoadas, intensificou o número de casos, especialmente em municípios com altas taxas de pobreza e acesso limitado a serviços de saúde.
Frente a esse cenário, é essencial que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que visem melhorar as condições de vida das populações afetadas. Projetos que promovam a saúde pública e a preservação ambiental podem ser fundamentais para conter a disseminação do vírus e proteger as comunidades vulneráveis. A união em torno dessas causas pode fazer a diferença na luta contra a febre oropouche e suas consequências devastadoras.

Água da transposição do Rio São Francisco chegou à Barragem de São Gonçalo, em Sousa (PB), com vazão de 9,3 m³/s, garantindo segurança hídrica ao Rio Grande do Norte. A operação é um marco histórico para a região.

O Piauí lançará créditos de carbono para combater o desmatamento, com investimento de até R$ 20 milhões da Silvania e apoio técnico da Systemica, visando reduzir o desmatamento em 10% ao ano até 2030.

Desde o final de junho, 111 pinguins-de-magalhães foram avistados nas praias de São Paulo, com 47 juvenis encalhados em Ubatuba, enfrentando desafios naturais e humanos. O Instituto Gremar monitora a situação.

Operação do Ibama e da Polícia Civil de Goiás na Terra Indígena Sararé foi atacada por garimpeiros, resultando em um ferido. A repressão ao garimpo ilegal na região se intensifica, com apreensões significativas.

Desmatamento na Amazônia Legal aumentou 4% entre agosto de 2024 e julho de 2025, enquanto Cerrado e Pantanal apresentam recuperação significativa. Políticas ambientais e queimadas extremas são fatores críticos.

O Projeto Tubarões da Baía da Ilha Grande recebeu R$ 5 milhões do Programa Petrobras Socioambiental para expandir pesquisas e ecoturismo sustentável. A iniciativa, coordenada pelo Ibracon, monitora espécies ameaçadas como o tubarão galha-preta.