Foi anunciado o Fórum de Líderes Locais da COP30, que ocorrerá no Rio de Janeiro de 3 a 5 de novembro, reunindo prefeitos e governadores para discutir políticas climáticas locais e suas contribuições para metas globais. O evento, promovido pela Presidência da COP30 e pela ONG Bloomberg Philanthropies, visa destacar soluções climáticas locais e a importância do envolvimento de todos os níveis de governança.

A Presidência da COP30 e a ONG Bloomberg Philanthropies anunciaram, no dia 24 de outubro, a realização do Fórum de Líderes Locais da COP30. O evento ocorrerá no Rio de Janeiro, entre os dias 3 e 5 de novembro, e reunirá prefeitos, governadores e líderes subnacionais. O objetivo é discutir soluções climáticas locais e como estas podem contribuir para as metas climáticas globais.
Durante os três dias de encontro, os participantes abordarão políticas locais que visam melhorar a qualidade de vida e, simultaneamente, promover metas climáticas, como triplicar a energia renovável até 2030 e mobilizar pelo menos US$ 1,3 trilhão anualmente até 2035. O Embaixador Presidente Designado da COP30, André Corrêa do Lago, destacou a importância do esforço coletivo para enfrentar a crise climática.
O Fórum incluirá eventos significativos, como a Cúpula Mundial de Prefeitos da C40 e a Cúpula Global de Estados e Regiões. Também haverá uma Cerimônia de Premiação dos Líderes Locais e um Diálogo Político de Alto Nível, que visa unir as vozes das cidades e regiões no processo da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima).
Após o Fórum, uma delegação de líderes locais seguirá para Belém, onde ocorrerão as negociações oficiais da COP30. O Grupo Constituinte de Governos Locais e Autoridades Municipais (LGMA) apresentará uma visão unificada, reforçando a importância da mobilização local em um contexto global.
O evento é uma oportunidade crucial para que líderes locais compartilhem experiências e estratégias que podem ser replicadas em outras regiões. A participação ativa de prefeitos e governadores é fundamental para a construção de um futuro sustentável e para a implementação de políticas que atendam às necessidades das comunidades.
Iniciativas como essa podem inspirar a sociedade civil a se unir em torno de projetos que promovam a sustentabilidade e a justiça climática. A colaboração entre diferentes níveis de governo e a sociedade é essencial para enfrentar os desafios climáticos e garantir um futuro melhor para todos.

Em 2024, a Amazônia e a Mata Atlântica sofreram incêndios devastadores, queimando 30 milhões de hectares, o pior registro em quatro décadas, com um aumento de 62% em relação à média histórica. A Floresta Atlântica perdeu mais de 1 milhão de hectares, enquanto a Amazônia sozinha respondeu por 15 milhões de hectares queimados. A Terra Indígena Utiatiti, em Mato Grosso, foi severamente afetada, com mais de 2 milhões de hectares destruídos. A maioria dos incêndios ocorreu entre agosto e outubro, durante a estiagem.

O BNDES lançou o projeto "Tudo na Circularidade" com R$ 20 milhões para cooperativas de reciclagem, enquanto o Itaú se compromete a investir R$ 1 trilhão em finanças sustentáveis até 2030. Essas iniciativas visam impulsionar a economia circular e a transição para um modelo de baixo carbono.

O ano de 2024 registrou a temperatura média da Terra acima de 1,5°C, superando as previsões do Acordo de Paris. O documentário "Sem Retorno" destaca a urgência de zerar emissões de carbono até 2040 para evitar catástrofes.

Alertas de desmatamento na Amazônia cresceram 55% em abril, totalizando 270 km², segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A situação preocupa o governo e ambientalistas, que pedem ações mais eficazes.

Movimentos sociais planejam mobilizar 15 mil pessoas durante a COP30 em Belém, pressionando o governo Lula por justiça climática e demarcação de terras, em meio a críticas à exploração de petróleo.

A secretária de Meio Ambiente de Goiás, Andréa Vulcanis, criticou a empresa do Aterro Ouro Verde por sua inação em meio a problemas ambientais graves, enquanto o governo realiza ações emergenciais. Durante visita ao local, Vulcanis destacou que o governo está desobstruindo o rio e fornecendo água às comunidades afetadas. A empresa será responsabilizada por danos significativos, incluindo contaminação do solo e perdas agrícolas.