Redução de 70% nas queimadas no Brasil, mas Cerrado registra aumento de 12%. O governo implementa medidas de combate a incêndios após crise ambiental em 2024.

O Brasil registrou uma redução de setenta por cento na área queimada no primeiro trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Essa diminuição, verificada por imagens de satélite do Monitor do Fogo, do MapBiomas, deve ser analisada com cautela. O aumento das chuvas nos primeiros meses do ano, especialmente nas regiões Norte e Centro-Oeste, pode ter contribuído para essa queda. Contudo, o número de queimadas ainda é superior ao de anos anteriores, exceto por 2019 e 2020.
Entre janeiro e março de 2025, foram queimados novecentos e treze mil hectares, quase dois milhões a menos que os três milhões consumidos pelo fogo no mesmo período de 2024. A Amazônia foi a mais afetada, com setecentos e setenta e quatro mil hectares devastados, representando oitenta e quatro por cento do total. Apesar da queda de setenta e dois por cento em relação ao ano anterior, Roraima foi responsável por mais da metade da destruição, com quatrocentos e quinze mil hectares.
Os estados do Pará e Maranhão também contribuíram significativamente para a devastação, com duzentos e oito mil e cento e vinte e três mil hectares queimados, respectivamente. Juntos, esses três estados somam oitenta e um por cento da área queimada. Em contrapartida, o Pantanal apresentou uma redução de oitenta e seis por cento na superfície devastada, um alívio para uma região que tem enfrentado incêndios severos nos últimos anos.
O Cerrado, no entanto, continua a ser uma preocupação, com um aumento de doze por cento nas queimadas em relação ao primeiro trimestre de 2024, totalizando noventa e um mil hectares. Essa região é uma das principais fronteiras agrícolas do Brasil e tem desafiado as promessas de redução das queimadas. Para enfrentar essa situação, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, assinou uma portaria que estabelece estado de emergência ambiental em áreas vulneráveis a incêndios.
Essa medida permitirá que o governo federal, estados e municípios contratem brigadistas e implementem ações preventivas, com o objetivo de aumentar em vinte e cinco por cento o pessoal de combate ao fogo. Embora as ações sejam positivas, elas foram anunciadas apenas após a crise de 2024, quando diversas regiões foram devastadas pelas chamas. A fumaça das queimadas em Brasília evidenciou a gravidade da situação, levando o governo a agir.
A redução do desmatamento e o combate às queimadas foram promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar dos avanços, a situação ainda é crítica, como demonstram os incêndios em 2024. O governo deve fortalecer as ações de combate ao fogo e investir em treinamento e fiscalização. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a preservação ambiental e a recuperação das áreas afetadas.

Após ser multada por despejo de esgoto na Represa de Guarapiranga, a Sabesp anunciou um investimento de R$ 2,57 bilhões para universalizar o saneamento na região até 2029, com 23 novas estações elevatórias e 650 km de redes.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, critica a aprovação de projeto no Senado que flexibiliza o licenciamento ambiental, alertando para riscos aos compromissos climáticos do Brasil e acordos internacionais. A proposta inclui renovação automática de licenças para atividades de baixo e médio impacto, levantando preocupações sobre possíveis danos ambientais.

Bonito, em Mato Grosso do Sul, é o primeiro destino de ecoturismo do mundo a obter a certificação carbono neutro, promovendo passeios sustentáveis como rapel e flutuação. A iniciativa visa preservar a natureza e atrair turistas conscientes.

Anitta e Luciano Huck visitaram o Território Indígena do Xingu, onde se encontraram com o cacique Raoni Metuktire e participaram do ritual Kuarup, destacando a luta pela preservação da Amazônia. A visita reforça o compromisso da cantora com a causa indígena e a defesa ambiental, enquanto Raoni, reconhecido líder, busca inspirar novas gerações.

Câmara dos Deputados aprova o Projeto de Lei nº 2159/21, que flexibiliza o licenciamento ambiental, gerando críticas de ambientalistas e preocupações sobre desmatamento e impactos sociais. A proposta segue para sanção presidencial.

Na COP30, a adaptação às mudanças climáticas será central, com foco em infraestruturas resilientes e apoio internacional, conforme discutido em seminário em Belém.