Ibama intensifica fiscalização na Paraíba, aplicando R$ 17,3 milhões em multas e resgatando mais de mil animais silvestres. Ações visam proteger a fauna e combater infrações ambientais.

João Pessoa/PB (15 de agosto de 2024) – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou R$ 17,3 milhões em multas administrativas durante dezessete ações de fiscalização ambiental no primeiro semestre deste ano, na Paraíba. Além do valor significativo, foram lavrados 184 autos de infração, 20 embargos de área e um embargo de atividade. O chefe da Divisão de Proteção Ambiental (Dipam) na Paraíba, Leonardo Thomaz da Silva, destacou que as ações são executadas com base no planejamento anual da instituição, priorizando a proteção ambiental.
As operações foram orientadas pelo Plano Nacional Anual de Proteção Ambiental (Pnapa), desenvolvido pela Diretoria de Proteção Ambiental do Ibama (Dipro), e contaram com a colaboração de diversos parceiros institucionais, como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Polícia Federal, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Ministério Público, entre outros.
No período de janeiro a julho, 1.062 animais silvestres foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Cabedelo (PB), em operações voltadas ao combate ao tráfico de fauna, pesca irregular e desmatamento. As aves foram a classe com maior número de apreensões, totalizando 788, seguidas por 177 mamíferos e 97 répteis. Dentre os resgatados, 639 animais foram devolvidos à natureza após reabilitação.
As ações do Ibama estão fundamentadas no Decreto Federal nº 6.514/2008, que estabelece sanções para infrações ambientais, como desmatamento e tráfico de fauna. O superintendente do Ibama na Paraíba, Nino Amazonas, afirmou que as iniciativas demonstram o compromisso da instituição com a proteção ambiental e a defesa da biodiversidade local. Ele ressaltou a importância da fiscalização e da atuação integrada com os parceiros institucionais.
A conscientização e a fiscalização contínua são essenciais para preservar as espécies e garantir o equilíbrio ambiental na região. A população desempenha um papel crucial no combate ao tráfico de animais, podendo realizar denúncias anônimas pela Linha Verde do Ibama, pelo telefone 0800 061 8080.
Nessa situação, a união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que visem a proteção da fauna e a recuperação de habitats. Projetos que promovam a conscientização e a reabilitação de animais silvestres merecem ser estimulados, pois contribuem para a preservação do meio ambiente e a defesa da biodiversidade.

Cientistas alertam que a mineração em águas profundas pode causar danos irreversíveis a ecossistemas marinhos, com restauração levando milhares de anos. Propostas de proibição em áreas ricas em biodiversidade estão em discussão.

Estudo da UFRJ e UVA revela que 8,5% das mortes infantis por doenças respiratórias na zona oeste do Rio poderiam ser evitadas com a redução do PM 2.5, superando limites da OMS. A pesquisa destaca a urgência de ações para melhorar a qualidade do ar.

O Instituto Talanoa revelou a estrutura da presidência brasileira da COP30, destacando a inclusão de moradores da Amazônia e a diversidade de atores nas negociações. O evento promete uma abordagem inovadora e colaborativa.

Três juristas propõem a criação de um Tribunal Ambiental Internacional na COP30, em Belém, para investigar crimes ambientais transnacionais, destacando a urgência da proteção ambiental. A proposta visa fortalecer a jurisdição global e a defesa do meio ambiente, considerando-o um direito humano essencial do século 21.

Estudo revela que mudanças climáticas e desmatamento na Amazônia ameaçam plantas comestíveis, mas 21 espécies resilientes podem ser chave para adaptação e restauração ambiental. A pesquisa destaca a importância de diversificação alimentar e valorização do conhecimento tradicional.

O Ministério de Minas e Energia do Brasil anunciou o aumento da mistura de etanol na gasolina para 30% e de biodiesel no diesel para 15%, com início em agosto de 2025. Essa medida, esperada pelo mercado, deve impulsionar os preços das commodities e reforçar o compromisso do governo com combustíveis renováveis. A expectativa é que a demanda por biodiesel cresça em 3,1%, enquanto o etanol pode equilibrar o mercado, especialmente com a produção de etanol de milho no Centro-Oeste.