Ibama soltou cachorro-do-mato resgatado após atropelamento, destacando a importância do licenciamento ambiental e do Programa de Proteção à Fauna. O animal, tratado no Cetas, retorna à natureza após recuperação.

João Pessoa/PB (03/07/2025) - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) soltou um cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) no dia 2 de julho de 2025, após sua recuperação de um atropelamento em Serra Redonda, na Paraíba. O animal foi resgatado pelo Batalhão de Polícia Ambiental da Paraíba (BPAmb) e tratado no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Cabedelo, onde passou por um extenso processo de reabilitação.
O cachorro-do-mato chegou ao Cetas em dezembro de 2024 com traumatismo crânio-encefálico e sintomas neurológicos. Durante o tratamento, foi diagnosticado com hepatozoonose, uma doença parasitária transmitida por carrapatos e outros vetores. Após uma evolução clínica positiva, o animal foi transferido para o Parque Zoobotânico Arruda Câmara, onde completou sua reabilitação e foi considerado apto para retornar ao seu habitat natural.
A soltura do cachorro-do-mato faz parte do Programa de Proteção à Fauna, que inclui o subprograma de Monitoramento de Atropelamento de Fauna, em conformidade com a Licença de Operação (LO 1332/2016) da BR-101, que abrange os estados do Espírito Santo e da Bahia. Essa ação destaca a importância do licenciamento ambiental como um instrumento essencial para a conservação da biodiversidade no Brasil.
O cachorro-do-mato é um mamífero da família dos canídeos, encontrado em diversos biomas brasileiros, como Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica e Amazônia. Com hábitos noturnos e uma dieta onívora, essa espécie desempenha um papel crucial no ecossistema, controlando populações de pequenos animais e dispersando sementes.
Embora não esteja ameaçado de extinção segundo a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas, o cachorro-do-mato enfrenta riscos crescentes devido à perda de habitat, atropelamentos em rodovias e doenças transmitidas por animais domésticos. A soltura do animal ressalta a necessidade de ações de proteção e conscientização sobre a fauna silvestre.
Iniciativas como a recuperação de animais silvestres são fundamentais para a preservação da biodiversidade. A união da sociedade civil pode ser um fator decisivo para apoiar projetos que visem a proteção e reabilitação de espécies ameaçadas, garantindo um futuro mais equilibrado para a fauna brasileira.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional anunciou um investimento de R$ 1,84 milhão para o sistema “Monitorando Águas”, que usará geotecnologias na revitalização de bacias hidrográficas. A iniciativa visa aumentar a transparência e eficiência nas ações, focando nos rios São Francisco e Parnaíba, e será executada pelo Instituto Avançado de Pesquisa e Estudos do Cerrado.

O Brasil lançou a nova Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade, visando fortalecer a proteção ambiental com metas ambiciosas e implementação eficaz. Especialistas destacam a urgência de ações integradas e financiamento para enfrentar as pressões sobre a biodiversidade.

Shaikha Al Nowais foi eleita a primeira mulher a liderar a ONU Turismo em cinquenta anos, com foco em sustentabilidade e inclusão, especialmente no Brasil, visando regenerar ecossistemas e fortalecer comunidades.

Scott Loarie, diretor-executivo do iNaturalist, visa alcançar 100 milhões de usuários anuais até 2030, destacando a importância do Desafio Mundial da Natureza Urbana para engajar mais pessoas na ciência cidadã. A plataforma, que já conta com 20 milhões de usuários, busca facilitar o uso do aplicativo e expandir projetos comunitários.

Sebastião Salgado teve suas cinzas misturadas à terra para o plantio de uma peroba na fazenda Bulcão, em cerimônia que celebrou seu legado e uniu amigos e figuras importantes. A homenagem destacou a importância de Salgado na defesa dos povos indígenas e na restauração ambiental, com a presença de familiares, amigos e autoridades. O Instituto Terra, fundado por ele, continua seu trabalho de preservação.

Perdas de água tratada no Brasil caem pela primeira vez em anos, mas ainda superam a meta de 25% até 2033. Tecnologias inovadoras, como o projeto LocVas, visam melhorar a detecção de vazamentos.