O povo Waimiri Atroari, após séculos de pressão territorial, agora fiscaliza a construção do linhão de Tucuruí, buscando mitigar impactos em seu território, um modelo inédito na Amazônia. A participação ativa dos kinjas na fiscalização representa uma mudança significativa na abordagem de grandes empreendimentos na região.

O povo Waimiri Atroari, indígena do Amazonas e Roraima, enfrenta um novo desafio com a construção do linhão de Tucuruí, que atravessa seu território. Ewepe Marcelo Atroari, de 52 anos, expressa um sentimento de desassossego, refletindo sobre a pressão histórica que o povo sofreu, resultando em uma drástica redução populacional. A construção da BR-174, iniciada em 1971, reduziu a população de 1.500 para 374 indígenas, devido a conflitos e doenças introduzidas por operários.
O linhão de Tucuruí, com 724 quilômetros de extensão e quase 1.400 torres, visa conectar Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN), reduzindo a dependência de termelétricas. As obras estão em andamento e devem ser concluídas em setembro de 2025. No entanto, a construção traz à tona as memórias de grandes empreendimentos da ditadura militar, que devastaram o território dos kinjas.
Os kinjas, que historicamente foram excluídos de decisões sobre seu território, agora estão assumindo um papel ativo na fiscalização das obras. Um grupo de 35 indígenas monitora as atividades, buscando minimizar os impactos das construções. Essa participação é inédita em grandes projetos na Amazônia e representa uma mudança significativa na abordagem de empreendimentos que afetam comunidades indígenas.
Marcelo destaca que, desde 2011, o povo Waimiri Atroari expressou preocupações sobre o linhão, propondo que a linha de transmissão fosse desviada para evitar danos ao território. Ele relata que, no início dos estudos, enfrentaram ameaças e foram considerados obstáculos. O desejo dos kinjas é ser ouvido e garantir que suas necessidades sejam respeitadas.
As obras do linhão estão em ritmo acelerado, com centenas de trabalhadores, principalmente jovens migrantes, atuando na construção. A presença desses operários tem gerado uma mudança na dinâmica social da região, levando a uma instrução para que mulheres e crianças evitem circular nas proximidades da BR-174, em função da grande movimentação.
Neste contexto, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar os kinjas em sua luta por direitos e preservação de seu território. Projetos que visem fortalecer a autonomia e a fiscalização indígena são essenciais para garantir que vozes como a de Marcelo sejam ouvidas e respeitadas, promovendo um futuro mais justo e sustentável para todos.

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