O Instituto da Cultura Científica da UFSCar lançou o dossiê "Oceano em risco", abordando a poluição plástica em meio à votação da PEC das Praias, que altera a gestão do litoral brasileiro. O mesacast, com especialistas, destaca a importância das áreas costeiras e os impactos ecológicos da poluição. Além disso, foi lançada a newsletter "Plast-Agrotox News", que traz informações sobre agrotóxicos e pesquisas em andamento.

O Instituto da Cultura Científica da Universidade Federal de São Carlos (ICC-UFSCar) lançou a primeira edição dos Dossiês de Cultura Científica, abordando o tema “Oceano em risco”. Essa iniciativa foi motivada pela votação da Proposta de Emenda à Constituição 03/2022, conhecida como PEC das Praias, que propõe mudanças na gestão do litoral brasileiro, especialmente em relação à propriedade dos terrenos de marinha, atualmente bens da União.
A PEC sugere a transferência de parte dessas áreas para estados, municípios ou ocupantes privados, o que pode impactar a preservação ambiental. O dossiê foi produzido no formato de mesacast, um podcast em vídeo, intitulado “O rastro e o lastro da poluição plástica: da ciência às decisões políticas sobre praias”. O evento contou com a participação de especialistas em química, materiais, ecologia e oceanografia.
Os debatedores Cassiana Montagner, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Walter Waldman, da UFSCar, discutiram a natureza da poluição plástica. Hugo Sarmento, do Departamento de Hidrobiologia da UFSCar, destacou a importância do oceano como o maior ecossistema do planeta, essencial para a regulação climática e a biodiversidade. Dayana Moscardi, professora visitante na UFSCar, abordou os desafios analíticos da pesquisa sobre poluição.
O mesacast está disponível no canal da UFSCar no YouTube, permitindo que o público tenha acesso a informações relevantes sobre a poluição plástica e suas consequências. Além do dossiê, o Projeto Temático “Destino e impactos de microplásticos e pesticidas em matrizes aquáticas e terrestres em contextos agrícolas” (Plast-Agrotox) também lançou a primeira edição da newsletter “Plast-Agrotox News”.
A newsletter traz atualizações sobre atividades do projeto, incluindo um workshop que investiga a presença de agrotóxicos nas chuvas em três cidades de São Paulo. Michele Fernandes Gonçalves, pesquisadora da Unicamp e bolsista do projeto, informou que o formato atual da newsletter é provisório, aguardando a finalização do site em três meses.
Essas iniciativas são fundamentais para conscientizar a sociedade sobre os riscos da poluição e a importância da preservação dos ecossistemas marinhos. A união da sociedade civil pode ser decisiva para apoiar projetos que visem a proteção ambiental e a pesquisa científica, contribuindo para um futuro mais sustentável.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto de lei sobre licenciamento ambiental, vetando 63 dispositivos para preservar proteções ambientais. A medida busca equilibrar interesses produtivos e ambientais.

O biometano se destaca como alternativa sustentável para a frota de ônibus urbanos no Brasil, reduzindo emissões e custos operacionais, enquanto desafia a dependência da eletrificação. A crescente discussão sobre a eletrificação dos ônibus urbanos no Brasil enfrenta desafios na rede elétrica, especialmente em grandes cidades. O biometano, produzido a partir de resíduos orgânicos, surge como uma solução viável, com potencial para reduzir em mais de 90% as emissões de poluentes e custos operacionais até três vezes inferiores aos ônibus elétricos.

Uma nova pesquisa revela que o arroz pode ser a cultura menos afetada pelas mudanças climáticas, com uma queda projetada de apenas 1% nos rendimentos até 2100, enquanto outras culturas enfrentam perdas de até 22%. O estudo destaca a adaptabilidade do arroz e o aumento da renda na Ásia como fatores que podem mitigar os impactos negativos.

O governo brasileiro solicitou à ONU o reconhecimento da Elevação do Rio Grande como parte de sua plataforma continental, visando ampliar a exploração econômica e enfrentar desafios ambientais. A estrutura submarina, rica em minerais essenciais, pode garantir direitos exclusivos de exploração, mas também exige responsabilidade na conservação ambiental.

Corais-cérebro na ilha do Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes retêm anualmente 20 toneladas de carbono, desafiando a noção de crescimento limitado em corais subtropicais. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), revela que a taxa de crescimento dos corais é comparável à de recifes tropicais, destacando seu papel crucial na captura de carbono e na mitigação das emissões de gases do efeito estufa.

São Paulo lança o aplicativo "Conecta Biometano SP" para unir empresas e gestores em projetos de descarbonização, visando reduzir emissões de gases do efeito estufa. A iniciativa, apoiada por diversas secretarias e associações, almeja transformar o biometano em uma alternativa viável ao gás natural e ao diesel, promovendo a economia circular e a sustentabilidade no estado.