Salman Khan, fundador da Khan Academy, destaca a importância do uso consciente da tecnologia na educação, ressaltando o sucesso da plataforma no Brasil e os desafios enfrentados por professores e alunos.

A Khan Academy, uma plataforma de educação digital criada por Salman Khan em 2008, já conta com mais de 180 milhões de usuários cadastrados, representando quase dez por cento da população global de crianças e adolescentes. Em recente entrevista, Khan enfatizou que a tecnologia não é uma solução mágica para o aprendizado, mas sim uma ferramenta que, quando usada de forma consciente e moderada, pode potencializar o ensino e facilitar o trabalho dos educadores.
O fundador da Khan Academy destacou o sucesso da plataforma no Brasil, especialmente nas redes de ensino do Paraná e de São Paulo, que implementaram um plano de digitalização do ensino. Essas iniciativas, iniciadas sob a gestão do secretário Renato Feder, têm como objetivo melhorar o desempenho escolar por meio do uso de tecnologias que permitem o monitoramento das atividades dos alunos.
No entanto, Khan reconhece que o excesso de atividades digitais pode ser prejudicial. Ele defende que o uso da tecnologia deve ser equilibrado, evitando que alunos e professores sintam-se sobrecarregados. A Khan Academy adota o conceito de "mastery learning" (aprendizado de domínio), onde os alunos recebem apoio para dominar cada etapa do conteúdo antes de avançar.
Embora a tecnologia já esteja presente na educação há anos, o debate sobre sua eficácia continua. Khan argumenta que é fundamental usar a tecnologia para resolver problemas específicos, como o alto número de alunos por sala de aula. Ele acredita que a tecnologia pode ajudar os professores a oferecer um suporte mais personalizado aos alunos, que muitas vezes estão em níveis diferentes de aprendizado.
O Brasil, após os Estados Unidos, é um dos países com mais inscritos na Khan Academy, resultado de parcerias como a com a Fundação Lemann, que adaptou os conteúdos para o português. Apesar de países com melhores resultados educacionais, como Finlândia e Singapura, restringirem o uso de tecnologia, Khan acredita que a questão é mais complexa e depende do contexto educacional de cada região.
Com a crescente adoção de plataformas digitais, é essencial que a sociedade civil se mobilize para apoiar iniciativas que promovam um uso consciente da tecnologia na educação. Projetos que visam melhorar a experiência de aprendizado e a autonomia dos professores podem fazer a diferença na formação de um futuro mais promissor para as crianças e adolescentes.

Estão abertas as inscrições para 263 vagas em 13 cursos gratuitos de férias na Universidade Federal Fluminense (UFF), no campus de Nova Friburgo, de 14 a 25 de julho. As inscrições vão até 18 de junho.

Estão abertas as inscrições para a 16ª edição do MBA em Gestão e Produção Cultural da ABGC, com carga horária de 360 horas e coordenação da professora Kátia de Marco. O curso oferece formação prática e teórica, além de visitas técnicas a espaços culturais.

A Universidade de São Paulo (USP) oferece cursos online gratuitos de programação voltados para mulheres e pessoas não-binárias, com inscrições até 31 de maio. As aulas, que ocorrerão de julho a setembro, visam promover inclusão e diversidade na tecnologia.

O Ministério da Educação lançará um Programa Nacional de Educação para a Cidadania e Sustentabilidade, visando capacitar professores e um milhão de alunos anualmente sobre democracia. A iniciativa, proposta pela Rede Nacional de Educação Cidadã, busca formar cidadãos críticos e engajados, sem viés partidário.

A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) oferecerá aulas gratuitas sobre obras literárias do vestibular da Fuvest, focando em autoras mulheres até 2028. As aulas ocorrerão de abril a outubro de 2024, com inscrições abertas no Instagram da BBM.

A adoção de inteligência artificial nas empresas brasileiras saltou de 12% em 2024 para 25% em 2025, segundo a Bain & Company. EXAME e Saint Paul oferecem um curso acessível em IA por R$ 37, com foco em otimizar o aprendizado.