A Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, passou por uma revitalização que melhorou a qualidade da água e atraiu fauna nativa, mas também gerou conflitos entre moradores e novos empreendimentos. A transformação do espaço, marcada por iniciativas de recuperação ambiental e aumento do turismo, trouxe desafios como poluição e barulho, exigindo um equilíbrio entre lazer e respeito ao entorno.

A Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro, passou por profundas transformações ao longo das décadas. Historicamente, o espaço era um refúgio tranquilo, com pistas para caminhadas e um ambiente calmo. Contudo, a urbanização crescente e a poluição alteraram significativamente seu ecossistema. Recentemente, iniciativas de recuperação ambiental têm melhorado a qualidade da água, resultando em um aumento da fauna nativa e na revitalização do espaço como um local de lazer e turismo.
O urbanista Carlos Fernando Andrade destaca que os primeiros projetos para conectar a Lagoa ao mar surgiram na década de 1920, mas as intervenções urbanísticas mais significativas ocorreram com a abertura das avenidas Epitácio Pessoa e Borges de Medeiros. A remoção de favelas nas décadas de 1960 e 1970 e a construção de quiosques e ciclovias também marcaram a evolução do espaço. A ciclovia, que se tornou um símbolo da mobilidade urbana carioca, começou a ser implementada entre os anos 1970 e 1980, em meio a desafios ambientais crescentes.
Nos anos 1980 e 1990, a Lagoa enfrentou sérios problemas de poluição, com frequentes mortes de peixes e odores desagradáveis. O professor Marcelo Obraczka, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), relata que a situação começou a ser controlada nos anos 2000, embora ainda existam desafios, como esgoto clandestino. O remador Sandro Lopes, que sofreu complicações de saúde devido à contaminação, testemunhou a lenta transformação ambiental e a melhoria da qualidade da água, que agora permite até mergulhos.
A gestão do saneamento foi assumida pela Águas do Rio em 2021, com foco na recuperação de elevatórias e na redução do despejo de esgoto na Lagoa. Renan Mendonça, diretor executivo da empresa, afirma que as melhorias são visíveis, com ações de conscientização e parcerias para restaurar manguezais. O Projeto Manguezal da Lagoa, liderado pelo biólogo Mário Moscatelli, tem promovido a restauração ambiental, resultando no retorno de aves e na recuperação do ecossistema.
Com a revitalização, novos quiosques e restaurantes surgiram na região, mas isso também gerou conflitos com os moradores. A advogada Isabela Ramos expressa preocupações sobre o barulho e a aglomeração provocados por festas nos quiosques. Por outro lado, empresários como Fernando Augusto buscam equilibrar a oferta de lazer com o respeito ao entorno urbano, implementando práticas sustentáveis e monitorando o impacto sonoro.
A Lagoa Rodrigo de Freitas se transforma em um espaço de convivência e lazer, mas ainda enfrenta desafios de convivência entre os interesses públicos e privados. A proposta de requalificação do Jardim de Alah visa integrar áreas verdes e promover a educação ambiental, beneficiando a comunidade. A melhoria da qualidade da Lagoa é essencial para a vida aquática e para os pescadores locais, que dependem desse ecossistema. A união da sociedade pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a sustentabilidade e a preservação desse importante espaço.

O Instituto de Pesquisa Cananeia (IPeC) reportou a morte de 350 pinguins-de-magalhães em praias de São Paulo, possivelmente devido à migração e problemas de alimentação. O número de vítimas pode aumentar.

Populações de aves tropicais caem até um terço devido ao calor extremo, revela estudo da Nature Ecology & Evolution. A crise climática exige ações urgentes contra emissões de gases.

A Universidade de Brasília (UnB) se prepara para a "Feira de Oportunidades — Vem pra UnB", de 27 a 29 de agosto, visando acolher novos alunos e discutir a greve dos servidores. A reitora Rozana Naves destacou a importância do Instituto Nacional do Cerrado, que será criado em conexão com a COP-30, ressaltando a necessidade de proteger esse bioma vital.

Pesquisadores da Unesp identificaram uma nova espécie de bagre, Imparfinis arceae, na bacia do rio Xingu, após uma década de estudos morfológicos e genéticos, ressaltando a urgência da conservação da biodiversidade.

O Brasil enfrentou perdas econômicas de US$ 5,355 bilhões por desastres naturais no primeiro semestre de 2025, representando 80% das perdas da América Latina, que totalizaram US$ 6,67 bilhões. A situação foi agravada por mudanças climáticas e infraestrutura precária.

A COP30 se aproxima, mas apenas 25 países apresentaram planos climáticos, representando 20% das emissões globais. O aquecimento já atinge 1,36°C, e a janela para limitar a 1,5°C está se fechando.