A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou o uso do lenacapavir, um medicamento injetável que oferece proteção contra o HIV por até seis meses, mas enfrenta desafios de custo e acesso global. A eficácia de 100% em testes na África destaca sua importância na luta contra a epidemia.

A prevenção ao HIV ganhou um novo impulso com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso do lenacapavir, um medicamento injetável que pode ser administrado apenas duas vezes ao ano. Conhecido comercialmente como Sunlenca, esse fármaco apresenta uma forma inovadora de profilaxia pré-exposição (PrEP), prometendo maior eficácia e adesão em comparação com as pílulas orais tradicionais.
O lenacapavir é um antirretroviral que atua em diferentes estágios do ciclo de replicação do HIV, impedindo sua multiplicação nas células. Estudos publicados na revista New England Journal of Medicine em 2024 indicaram uma eficácia de 100% na prevenção do HIV entre mulheres em testes realizados na África, destacando resultados promissores.
O mecanismo de ação do lenacapavir é revolucionário, pois ele se armazena no tecido adiposo e é liberado gradualmente no organismo, garantindo proteção por até seis meses após cada injeção. Essa abordagem reduz a necessidade de doses frequentes, oferecendo uma solução eficaz para pessoas em alto risco de infecção. Contudo, o custo elevado do medicamento, que nos Estados Unidos gira em torno de US$ 28.218 anuais por pessoa, levanta preocupações sobre o acesso global.
A OMS e outras organizações estão pressionando a Gilead Sciences, fabricante do lenacapavir, a facilitar o acesso ao medicamento, especialmente em países com recursos limitados. Isso inclui a possibilidade de quebras de patentes e a produção de versões genéricas, que poderiam reduzir significativamente os preços.
A introdução do lenacapavir é crucial no contexto atual da epidemia de HIV, que registrou aproximadamente 1,3 milhão de novas infecções em 2023. A OMS considera o medicamento uma ferramenta vital para eliminar o HIV como uma ameaça à saúde pública até 2030, conforme a Agenda 2030 da ONU. No Brasil, a utilização do lenacapavir ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Atualmente, a OMS está revisando diretrizes e incentivando a produção em maior escala do lenacapavir para garantir acesso global. Com a potencial aprovação em outros países e sua inclusão em estratégias globais, espera-se que esse medicamento transforme a prevenção do HIV, trazendo esperança para a redução das infecções. Nesse cenário, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam o acesso a tratamentos essenciais.

Pesquisadores da Uece e UFABC revelam que exercícios combinados melhoram a saúde de mulheres pós-menopausa com diabetes tipo 2. A metanálise destaca a importância de políticas públicas para promover a atividade física e prevenir complicações.

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou a criação de uma base nacional de dados sobre atendimentos de transtornos alimentares no SUS, visando melhorar a atenção e os direitos dos pacientes. A proposta, liderada pela deputada Rosangela Moro, não prevê notificação compulsória, mas busca orientar políticas de saúde com dados confiáveis. O texto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo Senado para se tornar lei.

Entre janeiro e abril de 2025, o Distrito Federal registrou 655 transplantes, um aumento de 6,5% em relação ao ano anterior, destacando-se como referência nacional na área. A Central Estadual de Transplantes coordena a logística complexa, que depende da doação de órgãos, essencial para salvar vidas.
Ministério da Saúde inaugura Horto Agroflorestal Medicinal Biodinâmico em Brasília. A parceria entre SES-DF e Fiocruz visa promover saúde e educação no cultivo de plantas medicinais.

Obesidade é uma doença crônica que afeta mais da metade da população adulta no Brasil, com novas medicações como semaglutida e tirzepatida mostrando eficácia, mas com acesso desigual. É urgente uma resposta governamental.

O Centro de Exames da Mulher (CEM) Itaquera completa um ano com mais de 51 mil atendimentos, incluindo 7.887 mamografias e 19.726 ultrassonografias, destacando-se na saúde feminina na zona leste. A unidade, que oferece atendimento humanizado e múltiplos exames no mesmo dia, é referência na região e já inspirou a criação de novas unidades, como o CEM Capela do Socorro.