Lideranças Mura participarão da COP30 em Belém para denunciar a mineração da Potássio do Brasil em suas terras, criticando uma consulta manipulada e prometendo resistência. O TRF-1 favoreceu a empresa, mas uma desembargadora pediu vista de parte dos recursos.

Lideranças do povo Mura participarão da COP30 em Belém para denunciar a atuação da mineradora Potássio do Brasil, vinculada ao grupo canadense Forbes & Manhattan, em suas terras. Os indígenas elaboraram uma carta onde criticam a "tentativa de legalizar uma consulta forjada". No documento, afirmam que não aceitam a mineração em seu território e prometem resistir a qualquer tentativa de invasão que ameace seu modo de vida.
Os Mura planejam mobilizar a participação de pelo menos 100 lideranças na COP30 para expor as intimidações e investidas da mineradora. Essa mobilização ocorre após decisões do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que favoreceram a empresa, mantendo suspensa uma decisão da Justiça Federal de Manaus que atribuía ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a competência pelo licenciamento do projeto de exploração de silvinita em Autazes, no Amazonas.
A área em questão sobrepõe-se à Terra Indígena Soares/Urucurituba, que é ocupada tradicionalmente pelos Mura há mais de dois séculos. O processo de demarcação do território foi iniciado em 2003, cinco anos antes da chegada da Potássio do Brasil à região. O TRF-1 também reconheceu que a consulta realizada foi marcada por coação e exclusão de lideranças representativas, conforme apontado pelo Ministério Público Federal (MPF).
Recentemente, o tribunal retomou o julgamento de dezenove recursos relacionados ao caso, avançando em quatro deles. A maioria dos desembargadores confirmou a competência do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) para o licenciamento do projeto, derrubando decisões anteriores que atribuíram essa responsabilidade ao Ibama. Contudo, a desembargadora Kátia Balbino, que destacou violações aos direitos indígenas e ambientais, pediu vista de parte dos recursos, o que indica que uma nova sessão será necessária.
A Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Advocacia Geral da União (AGU) já haviam alertado sobre os riscos associados ao empreendimento. O MPF, ao defender a federalização do licenciamento, apresentou documentos que comprovam o impacto sobre pelo menos três territórios Mura, incluindo terras já reconhecidas e em processo de regularização.
Neste contexto, a união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar os Mura em sua luta pela preservação de suas terras e modo de vida. Projetos que visem a proteção dos direitos indígenas e a preservação ambiental devem ser incentivados, contribuindo para a resistência contra a exploração de seus territórios.

Moradores da comunidade ribeirinha Aterro do Binega enfrentam sérios problemas de saúde mental e física devido às queimadas no Pantanal, reivindicando uma unidade de saúde local. A situação se agrava com a dificuldade de acesso a tratamentos médicos em Corumbá.

São Paulo registrou temperaturas amenas de 12,7°C neste sábado (31), após dias de frio intenso, com a Defesa Civil mantendo alerta e abrigo temporário disponível até domingo. A previsão é de que a temperatura alcance 24°C.

Após cinco anos do Marco do Saneamento, 363 municípios brasileiros ainda operam com contratos irregulares, deixando 16,9% da população sem água potável e 44,8% sem esgoto. O Instituto Trata Brasil alerta para a necessidade urgente de investimentos.

A Amazônia enfrenta um dilema entre a preservação ambiental e a pobreza de sua população, enquanto nações ricas exigem sacrifícios sem reduzir suas próprias emissões. A hipocrisia global é evidente.

O projeto "Ressignifica" da Universidade Federal Fluminense (UFF) já removeu mais de quatro toneladas de lixo do Rio João Mendes, transformando resíduos em biocarvão e adubo. A iniciativa, coordenada pela professora Dirlane de Fátima do Carmo, visa promover educação ambiental e engajamento da comunidade local, oferecendo alternativas sustentáveis para o reaproveitamento de materiais.

A empresa X anunciou a data de lançamento e os preços de sua nova linha de produtos sustentáveis, em parceria com a ONG Y para iniciativas de preservação ambiental. A expectativa é de impacto positivo na redução da pegada de carbono.