Cultura

Macaco Branco celebra a nostalgia do samba em roda de enredo no Teatro Rival Petrobras

Macaco Branco, mestre de bateria da Unidos de Vila Isabel, promove roda de sambas de enredo no Teatro Rival Petrobras, celebrando a tradição e a cultura afro-brasileira.

Atualizado em
April 10, 2025
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Macaco Branco: ' — Foto: Divulgação

Macaco Branco, mestre de bateria da Unidos de Vila Isabel, organiza uma roda de sambas de enredo no Teatro Rival Petrobras, no Centro do Rio, homenageando sambas clássicos e seus intérpretes. O evento, que ocorre na terça-feira, faz parte do projeto Roda de Enredo e destaca a influência da religiosidade e da cultura africana na sua trajetória musical. Ele acredita que a nostalgia é uma força poderosa que conecta as pessoas ao samba.

Com apenas trinta e sete anos, Macaco Branco revela um gosto musical que transcende sua geração, mencionando artistas como Marvin Gaye e Phil Collins. Ele expressa que essas músicas evocam emoções profundas, ligadas a memórias de sua infância. Essa conexão emocional também se estende aos sambas de enredo, que ele considera fundamentais para sua formação musical e cultural.

O mestre de bateria cresceu em Vila Isabel, onde sua família tem raízes profundas. Seu bisavô e o avô de sua esposa trabalharam na famosa fábrica de tecidos mencionada por Noel Rosa em "Três apitos". Desde pequeno, Macaco Branco sonhava em desfilar na escola de samba, criando suas próprias alas com bonecos e improvisando com latas e palitos. Sua dedicação ao samba o levou a se tornar responsável pela ala dos tamborins aos dezesseis anos.

A trajetória de Macaco Branco ganhou destaque quando foi convidado pela cantora Mart’nália para participar de gravações e shows. Desde então, a parceria se consolidou, e ele se tornou um artista reconhecido. Em 2019, ele assumiu a direção da bateria da Unidos de Vila Isabel, conquistando prêmios importantes em seu primeiro ano, como o Estandarte de Ouro de revelação do carnaval.

Macaco Branco também é ogã do Candomblé Nação Angola e acredita que sua religiosidade está intimamente ligada ao samba. Ele menciona que a experiência em Angola o ensinou sobre o semba, uma dança que influenciou o samba. Essa conexão com a cultura africana é uma parte essencial de seu trabalho, que busca resgatar a tradição e a essência do samba.

O amor pelo samba é uma herança que Macaco Branco compartilha com seus filhos, que já participam das rodas de samba. A popularidade do filho mais velho nas redes sociais, após uma apresentação, demonstra o potencial da nova geração no cenário musical. Projetos que valorizam a cultura e a tradição do samba merecem apoio da sociedade civil, pois fortalecem a identidade cultural e promovem a inclusão social.

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