Socioambiental

Marcas amazônicas enfrentam desafios, mas se destacam na indústria da beleza e na sustentabilidade

Marcas nativas da Amazônia, embora enfrentando desafios financeiros e logísticos, destacam-se na indústria da beleza com práticas sustentáveis. Pesquisa revela que 71% estão na Região Norte, mas apenas 35% são financeiramente viáveis.

Atualizado em
June 3, 2025
Clock Icon
3
min
Imagem aérea da floresta amazônica — Foto: Mauro Pimentel/AFP

Marcas nativas da Amazônia enfrentam desafios logísticos e financeiros, mas têm se destacado, especialmente na indústria da beleza, buscando um modelo sustentável de exploração da floresta. Uma pesquisa do programa Amazônia em Casa, Floresta em Pé, da Climate Ventures, revelou que setenta e um por cento das marcas estão localizadas na Região Norte, com um alto índice de informalidade e apenas trinta e cinco por cento financeiramente sustentáveis.

O estudo, que contou com a inscrição de duzentas e vinte e duas marcas amazônicas, selecionou trinta e cinco para entrevistas detalhadas sobre seus modelos de negócio e perfil financeiro. A pesquisa mostrou que dezoito por cento das marcas estão no Sudeste e apenas um por cento no Sul, onde compram insumos na Amazônia e os processam em suas regiões.

Cerca de um terço das marcas atua no setor de alimentos, enquanto vinte e um por cento se dedica a cosméticos naturais, um segmento valorizado tanto no mercado interno quanto no exterior. A pesquisa também identificou um elevado nível de informalidade, com trinta e quatro por cento das marcas empregando de dois a cinco funcionários e vinte e nove por cento não possuindo colaboradores fixos.

Em relação ao enquadramento jurídico, trinta por cento das marcas são Microempreendedores Individuais (MEI) e outros trinta por cento são microempresas. O faturamento anual dessas marcas é baixo, variando entre R$ 50 mil e R$ 500 mil, e apenas trinta e cinco por cento são financeiramente sustentáveis.

O estudo destaca que oitenta e três por cento das marcas priorizam a colheita sustentável e renovável de matérias-primas, respeitando os ciclos naturais. Além disso, setenta e quatro por cento das marcas se dedicam a educar os consumidores sobre a importância da preservação da floresta e o impacto de suas compras nesse contexto.

Os insumos mais utilizados incluem frutas ou sementes (sessenta e um por cento), castanhas ou nozes (trinta e oito por cento) e fibras ou materiais naturais (trinta e cinco por cento). A maioria das marcas opera no modelo B2C (venda ao consumidor final), com cinquenta por cento também atuando no modelo B2B (venda para empresas). Projetos que apoiam essas marcas podem ser fundamentais para fortalecer a economia local e promover a sustentabilidade na Amazônia.

Leia mais

Moradores da Vila da Barca protestam contra estação elevatória de esgoto que atende áreas nobres de Belém
Socioambiental
Clock Icon
4
min
Moradores da Vila da Barca protestam contra estação elevatória de esgoto que atende áreas nobres de Belém
News Card

Moradores da Vila da Barca, em Belém, protestam contra a construção de uma estação elevatória de esgoto que beneficiará áreas nobres, sem consulta prévia à comunidade. O governo garante que não há riscos sanitários.

Invasores devastam território quilombola de Kulumbu do Patuazinho em meio à exploração de petróleo no Amapá
Socioambiental
Clock Icon
3
min
Invasores devastam território quilombola de Kulumbu do Patuazinho em meio à exploração de petróleo no Amapá
News Card

Invasores devastaram o território quilombola de Kulumbu do Patuazinho, no Amapá, destruindo áreas sagradas e árvores, em meio à especulação pela exploração de petróleo na região. A comunidade busca apoio internacional.

COP 30 em Belém: desafios do Brasil para um financiamento climático justo e a luta contra o racismo ambiental
Socioambiental
Clock Icon
3
min
COP 30 em Belém: desafios do Brasil para um financiamento climático justo e a luta contra o racismo ambiental
News Card

O Brasil sediará a COP 30 em Belém, em novembro de 2023, em meio a uma crise climática e social, enfrentando desafios para garantir um financiamento climático justo. A meta global de US$ 300 bilhões até 2035 é insuficiente frente à necessidade de US$ 1,3 trilhão dos países do Sul Global.

Governo inicia oficina do Programa Amazônia Azul para promover desenvolvimento sustentável nas regiões costeiras
Socioambiental
Clock Icon
3
min
Governo inicia oficina do Programa Amazônia Azul para promover desenvolvimento sustentável nas regiões costeiras
News Card

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) iniciou uma oficina para o Programa Amazônia Azul, focando na economia sustentável das regiões costeiras do Brasil. O evento, que ocorre até quinta-feira, visa beneficiar comunidades vulneráveis e promover inclusão social, alinhando-se à Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). A iniciativa busca integrar ações de desenvolvimento econômico com a preservação ambiental, priorizando áreas críticas e com potencial produtivo.

Solastalgia: a angústia ambiental que impacta a saúde mental em tempos de crise ecológica
Socioambiental
Clock Icon
3
min
Solastalgia: a angústia ambiental que impacta a saúde mental em tempos de crise ecológica
News Card

Pesquisadores identificam a solastalgia, angústia provocada por mudanças ambientais, como mediadora significativa entre crises ecológicas e problemas de saúde mental, como depressão e ansiedade. O estudo, liderado por Alicia Vela Sandquist, revela correlações alarmantes em diversas regiões, destacando a urgência de abordar esses impactos.

Crianças brasileiras enfrentam riscos crescentes devido às mudanças climáticas e à pobreza estrutural
Socioambiental
Clock Icon
3
min
Crianças brasileiras enfrentam riscos crescentes devido às mudanças climáticas e à pobreza estrutural
News Card

Estudo do Núcleo Ciência Pela Infância revela que crianças brasileiras enfrentarão aumento de eventos climáticos extremos, com 37,4% em insegurança alimentar, exigindo um modelo de cuidado integral.