A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu o apoio do presidente Lula à agenda climática, apesar de sentir que enfrenta desafios sozinha em pautas ambientais. Ela destacou a importância do respaldo do presidente para a meta de desmatamento zero até 2030.

Em meio a críticas sobre a falta de apoio do governo federal nas questões ambientais, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou que o presidente Lula tem atuado em favor da agenda climática. Em entrevista ao programa Ponto de Vista, da revista VEJA, ela afirmou: “Quando tem uma situação em que o presidente Lula tem que arbitrar, ele sempre tem arbitrado em favor da defesa do meio ambiente”. Essa declaração surge após episódios em que a ministra enfrentou ataques verbais de senadores durante uma audiência.
Durante a audiência, a ausência de parlamentares da base em sua defesa evidenciou a sensação de que Marina tem lutado sozinha em questões ambientais. Ela citou casos emblemáticos, como a exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas e a recente aprovação de um projeto de lei no Senado que flexibiliza o licenciamento ambiental. Apesar disso, a ministra nega que esteja sozinha nessa luta e reconhece as dificuldades que o presidente enfrenta para conciliar interesses divergentes.
Marina Silva também mencionou que Lula a convidou para uma tarefa desafiadora: alcançar o desmatamento zero até dois mil e trinta. Para isso, a ministra enfatizou que o presidente tem dado o respaldo necessário para avançar nas pautas ambientais. “Ele tem atuado em momentos críticos”, afirmou, ressaltando a importância do apoio presidencial em um cenário de crescente pressão por desenvolvimento econômico.
A ministra tem enfrentado um cenário complicado, onde as pautas ambientais frequentemente colidem com interesses econômicos. A aprovação de leis que flexibilizam o licenciamento ambiental é um exemplo claro dessa tensão. Marina acredita que a luta pela preservação do meio ambiente é crucial, mas reconhece que a batalha é difícil e que o apoio político é fundamental para o sucesso das iniciativas.
O apoio do presidente Lula é visto como um fator positivo, mas a ministra ainda sente a necessidade de mobilizar mais aliados em sua causa. A falta de apoio visível de parlamentares da base governista durante os ataques que sofreu na audiência é um sinal de que a agenda ambiental precisa de mais atenção e comprometimento por parte dos representantes políticos.
Nesta situação, a união da sociedade civil pode ser um fator decisivo para fortalecer as iniciativas em defesa do meio ambiente. Projetos que visem a preservação e a sustentabilidade devem ser estimulados, e a mobilização da população pode fazer a diferença. O engajamento em causas ambientais é essencial para garantir um futuro mais sustentável e equilibrado.

Uma pesquisa na Andaluzia constatou que 90% das 269 espécies de plantas analisadas estão florescendo, em média, 18 dias mais cedo devido às mudanças climáticas, impactando polinização e agricultura.

Ibama e Polícia Federal realizam operação na Terra Indígena Mangueirinha, resultando em 16 mandados judiciais contra a exploração ilegal de araucária, incluindo a prisão de um líder indígena. A ação, que visa combater a extração irregular de madeira ameaçada, é resultado de investigações que já resultaram em multas de R$ 2,5 milhões e apreensões significativas desde 2022.

Cidades brasileiras, como Caxias do Sul, Crato e Aracruz, estão adotando projetos inovadores para enfrentar as mudanças climáticas, com foco em reflorestamento e restauração de manguezais. Essas iniciativas visam aumentar a resiliência das comunidades e proteger a população.

Sebastião Salgado, fotógrafo e defensor dos povos indígenas, faleceu aos 81 anos, deixando um legado marcante na documentação das etnias brasileiras, especialmente os Ianomâmis. Sua expedição à Amazônia culminou na obra "Amazônia", que retrata a luta e a vida dos povos originários.

A COP30, que ocorrerá em Belém, enfrenta incertezas com a possível ausência de Donald Trump e críticas sobre altos custos de hospedagem, que podem limitar a participação internacional. A diretora executiva, Ana Toni, destacou a falta de interesse dos EUA e a possibilidade de a conferência ser a mais excludente da história devido a preços abusivos, afetando a legitimidade das negociações.

A UCB Power lançou o primeiro sistema fotovoltaico de baterias de sódio no Brasil, beneficiando 43 famílias na Amazônia com um investimento de R$ 1,2 milhão. A iniciativa promete transformar a realidade local, oferecendo acesso à energia limpa e impulsionando a economia da comunidade.