Socioambiental

Mercur transforma sua cultura e gera impacto positivo com projeto de borracha nativa da Amazônia

A Mercur, empresa gaúcha centenária, lançou a primeira Borracha Nativa da Amazônia, com látex 100% sustentável e rastreabilidade via QR Code, expandindo seu projeto para Rondônia. A iniciativa visa gerar impacto positivo nas comunidades extrativistas e na preservação da floresta.

Atualizado em
August 6, 2025
Clock Icon
4
min
Projeto Borracha Nativa já adquiriu mais de 75 toneladas de látex e impactou mais de 10 comunidades amazônicas (Mercur /Divulgação)

A Mercur, uma empresa gaúcha com mais de cem anos de história, passou por uma transformação significativa em 2009, quando a gestão foi assumida pela terceira geração da família, liderada por Jorge Hoelzel Neto. A mudança focou na sustentabilidade e no impacto positivo nas comunidades extrativistas da Amazônia. Desde então, a companhia tem buscado gerar valor por meio de suas operações, alterando estruturas internas e promovendo uma cultura colaborativa.

O projeto de extrativismo sustentável da Mercur, que já beneficiou mais de dez comunidades indígenas, se destacou ao pagar até quatro vezes mais pelo látex extraído de árvores nativas. Em 2023, a empresa expandiu suas operações para Rondônia, lançando a primeira Borracha Nativa da Amazônia, feita com látex 100% de árvores nativas. O produto também conta com um QR Code que permite aos consumidores conhecerem as histórias dos territórios de origem.

Desde 2010, a Mercur tem trabalhado em parceria com organizações como o Instituto Socioambiental (ISA) e o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (IMAFLORA) para mapear e conectar as comunidades extrativistas à empresa. A rastreabilidade é um diferencial importante, especialmente para a borracha de apagar, que representa cinquenta por cento do negócio de educação da empresa e é reconhecida há mais de oitenta anos.

Embora a Mercur enfrente desafios, como a resistência do mercado em aceitar o preço mais elevado da borracha sustentável, a empresa continua a investir em inovação e sustentabilidade. A extração do látex, que ocorre em áreas remotas, exige um cuidado especial, e a logística para atender a demanda industrial é complexa. A empresa ainda depende de lavouras comerciais em São Paulo para complementar sua produção.

Com um compromisso de ser carbono neutro desde 2015, a Mercur também investe em energia limpa e logística reversa, mantendo um portfólio de produtos 100% ecológicos. A diretora Fabiane Lamaison destaca que as ações da empresa estão maduras e enraizadas no negócio, refletindo a importância de uma abordagem sustentável para garantir a viabilidade futura da companhia.

À medida que a Mercur se prepara para a transição para a quarta geração de gestão em 2025, o legado de sustentabilidade e responsabilidade social continua a ser uma prioridade. Projetos como a Borracha Nativa não apenas geram impacto positivo nas comunidades, mas também inspiram outras indústrias a repensarem seus modelos de negócios. A união em torno de iniciativas sustentáveis pode fazer a diferença na preservação das cadeias da floresta e na promoção de uma economia mais responsável.

Leia mais

Ateliê Derequine transforma moda indígena em plataforma de luta pelos direitos e demarcação de terras
Socioambiental
Clock Icon
4
min
Ateliê Derequine transforma moda indígena em plataforma de luta pelos direitos e demarcação de terras
News Card

O Ateliê Derequine, coletivo de moda indígena, recebeu R$ 50 mil do Fundo Indígena da Amazônia Brasileira, Podáali, para expandir suas atividades e promover direitos indígenas. A iniciativa visa reduzir a burocracia no financiamento e fortalecer comunidades locais.

Anitta se destaca em ritual Kuarup e promove a cultura indígena do Alto Xingu em especial para a TV
Socioambiental
Clock Icon
3
min
Anitta se destaca em ritual Kuarup e promove a cultura indígena do Alto Xingu em especial para a TV
News Card

Anitta participou do ritual Kuarup no Alto Xingu, ao lado de Luciano Huck e Bob K, gerando repercussão nas redes sociais sobre a importância da cultura indígena e da preservação ambiental. A cerimônia, que celebra a libertação das almas, destaca o engajamento da artista em causas sociais.

Estudo revela que 57,6% dos estudantes do ensino médio estão em escolas vulneráveis a enchentes e secas no Brasil
Socioambiental
Clock Icon
4
min
Estudo revela que 57,6% dos estudantes do ensino médio estão em escolas vulneráveis a enchentes e secas no Brasil
News Card

Estudo revela que 57,6% dos estudantes do ensino médio no Brasil estão em escolas vulneráveis a enchentes e 33,8% a secas, evidenciando a urgência na gestão de riscos hídricos. A pesquisa, apresentada na 77ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, destaca o impacto de eventos climáticos extremos na educação, com mais de 1 milhão de alunos perdendo aulas em 2022.

Ferrogrão avança com estudos da ANTT, mas enfrenta resistência de comunidades indígenas e disputas judiciais
Socioambiental
Clock Icon
4
min
Ferrogrão avança com estudos da ANTT, mas enfrenta resistência de comunidades indígenas e disputas judiciais
News Card

A ANTT enviará estudos ao TCU sobre a Ferrogrão, com leilão previsto para 2024, enquanto comunidades indígenas contestam a consulta prévia e reivindicam R$ 1,7 bilhão em indenização. O projeto enfrenta forte resistência socioambiental.

Jovens de Paraty se mobilizam em defesa do meio ambiente e barram empreendimentos prejudiciais à biodiversidade
Socioambiental
Clock Icon
3
min
Jovens de Paraty se mobilizam em defesa do meio ambiente e barram empreendimentos prejudiciais à biodiversidade
News Card

Samyr Mariano, aos 22 anos, lidera o coletivo AMA, que mobiliza jovens em Paraty para a educação ambiental e fiscalização, barrando empreendimentos prejudiciais à biodiversidade e comunidades tradicionais.

Jarbas Barbosa destaca a urgência de integrar saúde e clima nas políticas públicas antes da COP30
Socioambiental
Clock Icon
3
min
Jarbas Barbosa destaca a urgência de integrar saúde e clima nas políticas públicas antes da COP30
News Card

Jarbas Barbosa, diretor da OPAS, enfatizou a urgência de priorizar a saúde nas políticas climáticas e garantir financiamento antes da COP30, diante do aumento de doenças e desastres naturais nas Américas.