Meio Ambiente

Microplásticos afetam a saúde e podem ser reduzidos com mudanças simples no cotidiano

Uma revisão sistemática de 2024 revela que microplásticos podem prejudicar a saúde reprodutiva, digestiva e respiratória, além de estarem ligados a doenças como câncer e demência. A pesquisa destaca a necessidade de reduzir a exposição a esses contaminantes.

Atualizado em
July 28, 2025
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Microplásticos são, em parte das vezes, invisíveis a olho nú - Pcess609/Adobe

Microplásticos, fragmentos de plástico com menos de cinco milímetros, estão presentes em diversos ambientes e organismos, gerando preocupações sobre seus impactos na saúde humana e no meio ambiente. Uma revisão sistemática realizada em 2024 revelou que esses poluentes podem afetar negativamente a saúde reprodutiva, digestiva e respiratória, além de estarem associados a doenças graves como câncer e demência. A pesquisa destaca a necessidade urgente de entender melhor esses efeitos.

Estudos indicam que microplásticos podem causar inflamação crônica, aumentando o risco de câncer de cólon e pulmão. Além disso, a presença desses fragmentos em órgãos como fígados, cérebros e placentas levanta questões sobre a segurança dos alimentos e do ar que respiramos. A exposição a microplásticos ocorre de várias formas, incluindo a degradação de pneus e embalagens plásticas que contaminam alimentos e bebidas.

Para reduzir a exposição a microplásticos, especialistas recomendam mudanças no estilo de vida. Isso inclui evitar alimentos ultraprocessados e embalados, que frequentemente contêm substâncias químicas relacionadas ao plástico. Preparar refeições em casa e optar por produtos em embalagens de vidro são algumas das estratégias sugeridas. Além disso, é importante evitar o uso de plásticos no micro-ondas, pois o aquecimento pode liberar microplásticos nos alimentos.

Outra recomendação é minimizar a poeira em casa, que pode acumular microplásticos. Utilizar aspiradores com filtro HEPA e panos úmidos para limpeza pode ajudar a reduzir a presença desses poluentes. A escolha de produtos de limpeza e cuidados pessoais sem fragrâncias e microplásticos também é fundamental para limitar a exposição.

Adotar uma dieta baseada em plantas e consumir alimentos de menor na cadeia alimentar, como peixes menores, pode ser uma estratégia eficaz para reduzir a ingestão de microplásticos. A pesquisa sugere que produtos químicos são mais prevalentes em animais maiores, tornando a escolha de alimentos mais saudáveis uma prioridade. Essas mudanças podem contribuir para a saúde geral e a redução da exposição a contaminantes.

Em um cenário onde a contaminação por microplásticos é uma preocupação crescente, a união da sociedade é essencial. Projetos que visem a conscientização e a redução do uso de plásticos podem ter um impacto significativo. A mobilização em torno dessas questões pode ajudar a promover um ambiente mais saudável e seguro para todos.

Folha de São Paulo
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