Meio Ambiente

Yara Fertilizantes avança na descarbonização do agro com fertilizante de baixíssimo carbono em parceria com Cooxupé

A Yara Fertilizantes, sob a liderança de Chrystel Monthean, firmou parcerias com cooperativas de café no Brasil para reduzir em 40% a pegada de carbono das plantações. A empresa planeja produzir amônia renovável até 2025.

Atualizado em
June 8, 2025
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Chrystel Monthean: "Brasil é um país com enorme potencial, mas também enfrenta desafios regulatórios", diz VP da Yara Fertilizantes para as Américas. (Yara Fertilizantes/Divulgação)

A Yara Fertilizantes, uma empresa norueguesa, anunciou novas parcerias com cooperativas de café no Brasil, visando a implementação de fertilizantes de baixo carbono. Chrystel Monthean, vice-presidente executiva da Yara para as Américas, destacou que essa iniciativa pode reduzir em até 40% a pegada de carbono das plantações. A Yara também planeja iniciar a produção de amônia renovável no Brasil até 2025, um passo significativo na descarbonização do setor agrícola.

Monthean, que possui uma longa relação com o agronegócio brasileiro, ressaltou a importância de um marco regulatório claro para guiar a agricultura na transição para práticas mais sustentáveis. Em entrevista, ela afirmou que, apesar do Brasil ser um líder em energia renovável, a falta de incentivos para tecnologias limpas, como o biometano, representa um desafio. A infraestrutura e os incentivos fiscais são essenciais para facilitar essa transição.

A parceria com a Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo, é um exemplo de como a Yara está aplicando sua estratégia de descarbonização. Desde a assinatura do acordo em 2023, cerca de trinta produtores da cooperativa têm utilizado o fertilizante de baixíssimo carbono, que é produzido a partir de uma matriz renovável. Além disso, a Yara firmou um novo contrato com a Coocacer, outra cooperativa de café, que inclui a transferência de conhecimento sobre práticas agrícolas e ferramentas digitais.

Monthean também mencionou a expansão da Yara para outros países da América Latina, como Argentina, Uruguai e Paraguai. A empresa está colaborando com produtores de batata na Argentina para reduzir a pegada de carbono na produção, utilizando soluções de fertilização de baixo carbono semelhantes às implementadas no Brasil.

Os planos da Yara para 2025 incluem a produção de amônia renovável, que será feita a partir de biometano. Monthean enfatizou que, embora a empresa esteja comprometida com a descarbonização, a falta de infraestrutura para conectar as fontes de biometano aos processos produtivos ainda é um obstáculo. Superar essa barreira é crucial para avançar na sustentabilidade da cadeia alimentar.

Por fim, Monthean destacou a necessidade de um esforço conjunto entre o setor privado e o governo brasileiro para aproveitar o potencial do país em energia renovável. A Yara está determinada a continuar investindo em tecnologias sustentáveis, mesmo diante de desafios financeiros e políticos. Projetos que visam a descarbonização e a sustentabilidade no agronegócio devem ser apoiados pela sociedade civil, pois a união pode fazer a diferença na construção de um futuro mais sustentável.

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