A Yara Fertilizantes, sob a liderança de Chrystel Monthean, firmou parcerias com cooperativas de café no Brasil para reduzir em 40% a pegada de carbono das plantações. A empresa planeja produzir amônia renovável até 2025.

A Yara Fertilizantes, uma empresa norueguesa, anunciou novas parcerias com cooperativas de café no Brasil, visando a implementação de fertilizantes de baixo carbono. Chrystel Monthean, vice-presidente executiva da Yara para as Américas, destacou que essa iniciativa pode reduzir em até 40% a pegada de carbono das plantações. A Yara também planeja iniciar a produção de amônia renovável no Brasil até 2025, um passo significativo na descarbonização do setor agrícola.
Monthean, que possui uma longa relação com o agronegócio brasileiro, ressaltou a importância de um marco regulatório claro para guiar a agricultura na transição para práticas mais sustentáveis. Em entrevista, ela afirmou que, apesar do Brasil ser um líder em energia renovável, a falta de incentivos para tecnologias limpas, como o biometano, representa um desafio. A infraestrutura e os incentivos fiscais são essenciais para facilitar essa transição.
A parceria com a Cooxupé, a maior cooperativa de café do mundo, é um exemplo de como a Yara está aplicando sua estratégia de descarbonização. Desde a assinatura do acordo em 2023, cerca de trinta produtores da cooperativa têm utilizado o fertilizante de baixíssimo carbono, que é produzido a partir de uma matriz renovável. Além disso, a Yara firmou um novo contrato com a Coocacer, outra cooperativa de café, que inclui a transferência de conhecimento sobre práticas agrícolas e ferramentas digitais.
Monthean também mencionou a expansão da Yara para outros países da América Latina, como Argentina, Uruguai e Paraguai. A empresa está colaborando com produtores de batata na Argentina para reduzir a pegada de carbono na produção, utilizando soluções de fertilização de baixo carbono semelhantes às implementadas no Brasil.
Os planos da Yara para 2025 incluem a produção de amônia renovável, que será feita a partir de biometano. Monthean enfatizou que, embora a empresa esteja comprometida com a descarbonização, a falta de infraestrutura para conectar as fontes de biometano aos processos produtivos ainda é um obstáculo. Superar essa barreira é crucial para avançar na sustentabilidade da cadeia alimentar.
Por fim, Monthean destacou a necessidade de um esforço conjunto entre o setor privado e o governo brasileiro para aproveitar o potencial do país em energia renovável. A Yara está determinada a continuar investindo em tecnologias sustentáveis, mesmo diante de desafios financeiros e políticos. Projetos que visam a descarbonização e a sustentabilidade no agronegócio devem ser apoiados pela sociedade civil, pois a união pode fazer a diferença na construção de um futuro mais sustentável.

Estudo da Universidade de Rochester revela que substâncias químicas "eternas", como PFAS, podem prejudicar mais o desenvolvimento cerebral de meninos, aumentando diagnósticos de autismo e TDAH. Pesquisadores alertam para a necessidade de regulamentações rigorosas.

John Elkington, criador do conceito "Triple Bottom Line", vê a crise da agenda ESG como uma chance de repensar práticas sustentáveis e redesenhar mercados, destacando a bioeconomia no Brasil. Ele critica a exploração de petróleo, mas reconhece a necessidade de investimentos em energia renovável.

Jatos particulares emitiram 19,5 milhões de toneladas métricas de gases de efeito estufa em 2023, superando as emissões de voos comerciais do Aeroporto de Heathrow. A aviação privada, concentrada nos Estados Unidos, representa 65% dos voos globais e gera até 14 vezes mais emissões por passageiro que aviões comerciais.

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