Moradores da Vila da Barca, em Belém, denunciam despejo de dejetos de bairros nobres sem inclusão no novo sistema de esgoto. Prefeitura admite falhas na comunicação e promete melhorias.

Moradores da Vila da Barca, uma das maiores favelas do Brasil, estão enfrentando problemas com a construção de um sistema de esgotamento sanitário em sua comunidade, parte das obras para a COP30. Eles denunciam que dejetos de bairros nobres estão sendo despejados na área sem que suas casas sejam incluídas no novo sistema. A prefeitura de Belém reconheceu falhas na comunicação sobre a obra e prometeu melhorias.
Suane Barreirinhas, líder comunitária, afirmou que a comunidade está sendo vítima de racismo ambiental. Desde 2024, dejetos e entulhos têm sido despejados em uma fossa aberta, expondo os moradores a poeira e a proliferação de doenças como dengue. Além disso, a falta de infraestrutura adequada tem causado inundações nas casas durante chuvas fortes.
Power Martins, professor de música e morador local, expressou sua indignação ao perceber que a obra não beneficiará a comunidade. Ele destacou que, enquanto os dejetos de bairros como Reduto e Umarizal são enviados para a Vila da Barca, não há garantias de que as casas da favela serão conectadas ao novo sistema de esgoto.
O secretário de Infraestrutura e Logística do governo do Pará, Adler Silveira, afirmou que o projeto incluirá a conexão das casas da Vila da Barca ao sistema. No entanto, Barreirinhas contestou essa afirmação, alegando que a comunidade não foi contemplada e que a apresentação feita na reunião foi superficial.
Após questionamentos, a prefeitura trocou as placas informativas na obra, tentando esclarecer que se trata de uma estação elevatória de esgoto. O prefeito de Belém, Igor Normando, reconheceu um erro de comunicação e afirmou que a obra visa resolver problemas habitacionais históricos da comunidade, que está em uma área de alto interesse imobiliário.
A situação na Vila da Barca ilustra a necessidade de atenção e ação da sociedade civil. Projetos que visem a melhoria das condições de vida e a inclusão dos moradores devem ser apoiados, pois a união pode fazer a diferença na luta por justiça social e ambiental.

Ibama apreende madeira ilegal em Santo Antônio do Monte e destina 4 m³ à APAE local para confecção de mobiliário adaptado, promovendo inclusão e responsabilidade social. A fiscalização reforça o combate ao desmatamento.

O Museu da Pessoa lança o projeto "Vidas, Vozes e Saberes em um Mundo em Chamas", com curadoria de Ailton Krenak, abordando o impacto das mudanças climáticas em narrativas de enchentes e povos originários. A iniciativa visa destacar as vozes afetadas e conta com apoio do Ministério da Cultura e da Petrobras.

A família Faes-Brogni exemplifica a transição de garimpeiros para produtores de cacau na Amazônia, destacando a importância do conhecimento técnico e das condições de trabalho para a sustentabilidade. Essa mudança reflete uma busca por melhores condições de vida e preservação ambiental.

Após cinco anos do Marco do Saneamento, 363 municípios brasileiros ainda operam com contratos irregulares, deixando 16,9% da população sem água potável e 44,8% sem esgoto. O Instituto Trata Brasil alerta para a necessidade urgente de investimentos.

Sebastião Salgado, fotógrafo e ativista, faleceu recentemente, deixando um legado de luta social e ambiental, incluindo a criação do Instituto Terra, que restaurou áreas degradadas da Mata Atlântica.

O projeto "Ressignifica" da Universidade Federal Fluminense (UFF) já removeu mais de quatro toneladas de lixo do Rio João Mendes, transformando resíduos em biocarvão e adubo. A iniciativa, coordenada pela professora Dirlane de Fátima do Carmo, visa promover educação ambiental e engajamento da comunidade local, oferecendo alternativas sustentáveis para o reaproveitamento de materiais.