O Ministério Público Federal (MPF) requisitou ao Conselho Nacional de Educação (CNE) um plano para repor aulas perdidas por violência em até 120 dias, visando garantir a qualidade do ensino. A proposta inclui diretrizes para compensação e monitoramento da implementação.

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou ao Conselho Nacional de Educação (CNE) a finalização de um plano para reposição de aulas perdidas devido à violência em até 120 dias. O procurador Julio José Araujo Junior destacou a importância de diretrizes que garantam a reposição adequada das aulas afetadas por operações policiais e violência armada, além de reparação para estudantes e profissionais de educação impactados.
A Comissão de Acompanhamento da Obrigatoriedade de Cumprimento dos 200 Dias Letivos, criada pelo CNE, já discute formas de garantir a qualidade do ensino em áreas afetadas. A conselheira Cleunice Rehem, que preside a comissão, enfatizou a necessidade de um pacto para monitorar as redes que enfrentam interrupções nas aulas, seja por violência ou fenômenos climáticos extremos.
Entre as opções em debate para a reposição estão aulas online, encontros aos sábados e utilização de dias de férias. O CNE planeja apresentar um Pacto Nacional pelo Cumprimento dos 200 Dias Letivos até novembro, antecipando o cronograma inicial que previa a entrega para dezembro. Essa iniciativa visa garantir que as aulas perdidas sejam repostas de maneira eficaz e com qualidade pedagógica.
Dados recentes indicam que três por cento dos professores em todo o país relataram que suas escolas foram afetadas por tiroteios. No Rio de Janeiro, esse número sobe para dezesseis por cento, segundo informações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A pesquisadora Andreia Martins, da Redes da Maré, ressaltou que as soluções atuais, como tarefas enviadas por WhatsApp, não têm valor pedagógico e não atendem às necessidades dos alunos em situações de conflito.
O MPF também pediu que o CNE estabeleça mecanismos de monitoramento para a implementação das diretrizes, envolvendo entidades como fóruns de educação e sindicatos. Além disso, o Ministério da Educação (MEC) anunciou o Programa Escola que Protege, que visa criar protocolos de prevenção e resposta a situações de violência nas escolas, com implementação prevista para os próximos meses.
Essa mobilização em torno da educação em áreas vulneráveis é crucial. A união da sociedade civil pode fazer a diferença na vida de muitos estudantes e educadores que enfrentam desafios diários. Projetos que busquem apoiar essas iniciativas devem ser incentivados, pois podem contribuir significativamente para a melhoria do cenário educacional nas comunidades afetadas.

Criança com transtorno do espectro autista foi agredida por professor de capoeira em Guaratiba. Escola suspendeu aluno e professor não faz mais parte da instituição.

Estão abertas as inscrições para 3.455 vagas em cursos gratuitos do programa Qualifica SP, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com início em 25 de agosto. Os interessados devem se inscrever até 17 de agosto.

A Comissão Especial do Plano Nacional de Educação, liderada por Hugo Motta, busca ouvir a sociedade para criar um plano com metas claras até julho, visando transformar a educação no Brasil. A urgência é evidente, com dados alarmantes sobre alfabetização e evasão escolar.

A Prefeitura de São Paulo reformulou o Prêmio de Desempenho Educacional, agora premiando professores e gestores com bônus de até R$ 6 mil por frequência e desempenho dos alunos. A jornada escolar foi ampliada para nove horas diárias, visando melhorar a aprendizagem.

A FAPESP lançou a chamada "Futuros Cientistas – Prof. Sérgio Muniz Oliva Filho", oferecendo até 400 Bolsas de Iniciação Científica para alunos de ações afirmativas, visando reduzir a evasão no ensino superior. A iniciativa homenageia o professor Sérgio Muniz Oliva Filho e busca ampliar a permanência estudantil em áreas de exatas. As propostas podem ser submetidas até julho e agosto de 2025, com resultados divulgados em setembro e dezembro do mesmo ano.

A Universidade Presbiteriana Mackenzie lançou novos cursos gratuitos e online em áreas como Tecnologia, Educação e Saúde, com metodologia dinâmica e sem certificados. As inscrições estão abertas ao público.