Em agosto, a ONG Climate Reality Project promoverá um evento gratuito para formar lideranças climáticas, preparando para a COP-30 em novembro. Al Gore e especialistas discutirão soluções para comunidades vulneráveis.

A ONG Climate Reality Project, fundada por Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, promoverá um evento gratuito em agosto para capacitar novas lideranças climáticas. A iniciativa visa preparar os participantes para a Conferência das Partes (COP-30), que ocorrerá em novembro em Belém, no Pará. Durante três dias, os participantes terão acesso a palestras, oficinas e encontros com especialistas, focando na criação de soluções locais para comunidades vulneráveis aos impactos da crise climática.
O treinamento abordará a resiliência climática, incluindo discussões sobre estratégias de financiamento para ações que visem mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Os participantes também receberão aulas sobre as mais recentes descobertas científicas relacionadas à crise climática, além de desenvolverem habilidades em comunicação e mobilização para promover uma transição energética justa.
Entre os palestrantes confirmados estão Al Gore, Phyllis Cuttino, presidente e CEO do Climate Reality Project, e outros especialistas como Guilherme Syrkis, Tasso Azevedo e Kimberly dos Santos Silva. Al Gore destacou a importância do Brasil na luta contra a crise climática, mencionando que o país enfrenta ameaças reais, como ondas de calor, secas e enchentes, que afetam vidas e meios de subsistência.
Gore também enfatizou que o Brasil tem a oportunidade de liderar soluções globais, lembrando que o país foi o anfitrião da Eco-92, um marco no movimento internacional para enfrentar a crise climática. O evento em agosto não se limitará a informar, mas buscará inspirar e empoderar lideranças em todo o país para que possam agir em suas comunidades e no cenário internacional.
As inscrições para o treinamento já estão abertas e podem ser realizadas no site da organização. O evento será conduzido em português e inglês, com tradução simultânea disponível em algumas sessões, garantindo acessibilidade a todos os participantes interessados em se tornar agentes de mudança.
Iniciativas como essa são fundamentais para fortalecer a luta contra a crise climática. A união da sociedade civil pode ser um motor poderoso para apoiar ações que beneficiem as comunidades mais afetadas, promovendo um futuro mais sustentável e justo para todos.

Estudo do World Resources Institute revela que a bioeconomia na Amazônia pode adicionar R$ 45 bilhões ao PIB do Brasil e gerar 830 mil empregos até 2050, destacando a importância da biodiversidade e do conhecimento local.

O Governo Federal lançou o Plano Nacional de Enfrentamento à Estiagem Amazônica e Pantanal (PNEAP) para coordenar ações de socorro em regiões vulneráveis. O plano visa integrar esforços entre União, estados e municípios, prevenindo desastres e garantindo assistência às comunidades afetadas.

O Ateliê Derequine, coletivo de moda indígena, recebeu R$ 50 mil do Fundo Indígena da Amazônia Brasileira, Podáali, para expandir suas atividades e promover direitos indígenas. A iniciativa visa reduzir a burocracia no financiamento e fortalecer comunidades locais.

Jarbas Barbosa, diretor da OPAS, enfatizou a urgência de priorizar a saúde nas políticas climáticas e garantir financiamento antes da COP30, diante do aumento de doenças e desastres naturais nas Américas.
Ibama finaliza a Operação Onipresente na Terra Indígena Sararé, inutilizando equipamentos de garimpo ilegal e enfrentando 1.436 alertas em 2025, que devastaram 599 hectares da área Nambikwara.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) será protagonista na COP30, abordando justiça climática e desigualdades socioambientais, com foco em ações concretas no semiárido e Pantanal. A conferência, marcada para novembro em Belém, destacará iniciativas como o Projeto de Integração do Rio São Francisco e o fortalecimento da resiliência hídrica, visando proteger populações vulneráveis e promover desenvolvimento regional.