Organizações entregaram recomendações à COP30 para aumentar o financiamento à Amazônia, visando captar até US$ 125 bilhões até 2030 para conservação e desenvolvimento sustentável. A proposta destaca a urgência de ações para evitar o colapso climático global.

A Amazônia enfrenta uma grave crise de desmatamento, com 17% de sua vegetação já perdida e 31% degradada, o que compromete o equilíbrio climático global e as metas do Acordo de Paris. Em resposta a essa situação alarmante, diversas organizações da sociedade civil, centros de pesquisa e lideranças entregaram recomendações à Secretária Nacional de Mudança do Clima, Ana Toni, visando aumentar o financiamento para a conservação da floresta.
O documento intitulado "Ampliando o Grande Financiamento para Soluções Baseadas na Natureza para Proteger a Amazônia" propõe que o Brasil lidere uma mobilização global de recursos públicos, privados e filantrópicos. As recomendações se concentram em três eixos principais: financiamento para a conservação, economia verde e inclusiva, e fortalecimento de capacidades e governança.
Para a conservação, as organizações sugerem reforçar programas como o ARPA (Áreas Protegidas da Amazônia) e garantir repasses diretos a comunidades indígenas e locais que atuam na preservação da floresta. No que diz respeito à economia verde, a proposta inclui estimular cadeias produtivas sustentáveis, como a Moratória da Soja e o sistema de rastreabilidade da carne bovina no Pará.
O fortalecimento de capacidades e governança também é uma prioridade, com investimentos em tecnologias de monitoramento ambiental e qualificação da atuação de governos locais. Além disso, as organizações propõem a criação do Tropical Forest Forever Facility (TFFF), com o objetivo de captar até US$ 125 bilhões até 2030 para financiar essas iniciativas.
O documento alerta para o risco de colapso climático global caso a Amazônia atinja seu ponto de não retorno. A perda de 50% a 70% da floresta pode liberar 300 bilhões de toneladas de carbono na atmosfera, inviabilizando as metas do Acordo de Paris. Atualmente, o Banco Mundial estima que são necessários US$ 7 bilhões anuais para proteger a floresta, mas apenas US$ 5,8 bilhões foram mobilizados na última década.
A COP30, que ocorrerá em breve, representa uma oportunidade crucial para discutir o financiamento da natureza. A união de esforços para garantir recursos financeiros é essencial para que a Amazônia continue a gerar prosperidade e bem-estar. Nessa situação, a mobilização da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar projetos que visem a preservação e o desenvolvimento sustentável da floresta.

Em 2025, o Fundo Clima direcionou R$ 805,4 milhões em empréstimos do BNDES, com 72% para energia renovável, destacando um projeto de R$ 500 milhões no Rio Grande do Norte. A transição energética avança.

O Brasil se destaca como potencial líder na produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF), com a AYA Earth Partners e PwC unindo forças para expandir essa cadeia produtiva. A iniciativa pode gerar até 900 mil empregos e reduzir 54 milhões de toneladas de emissões de gases de efeito estufa até 2035.

A Operação Asfixia desmantelou mais de 100 estruturas de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, com a participação de diversas agências de segurança. A ação resultou na apreensão de substâncias perigosas e na neutralização de duas aeronaves, impactando a logística do garimpo.

O Ibama suspendeu a nova fase de exploração do pré-sal na Bacia de Santos, exigindo que a Petrobras apresente um programa de ações contra mudanças climáticas. A medida impacta investimentos de R$ 196 bilhões e gera impasse a poucos meses da COP30.

Maya Göetz, diretora do Festival Prix Jeunesse International, participará do Festival comKids 2025 em São Paulo, abordando valores para o futuro em tempos de crise climática. O evento ocorrerá de 11 a 17 de agosto.

Encontro em Bonn sobre a COP30 gerou reações divergentes; enquanto o governo brasileiro celebrou avanços, especialistas criticaram a falta de ambição em financiamento e transição energética.