Pesquisas recentes confirmam os benefícios do óleo de pequi, destacando suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, resultando em seu registro como nutracêutico pela Anvisa. O estudo, liderado pelo professor Cesar Koppe Grisolia, envolveu atletas e pacientes com lúpus, evidenciando a eficácia do produto na proteção contra estresse oxidativo e inflamações.

O pequi, uma fruta emblemática do Cerrado brasileiro, destaca-se por suas propriedades nutricionais e seu uso na culinária, especialmente em Goiás. O pequizeiro, árvore que produz a fruta, adapta-se bem ao clima tropical da região, resultando em safras abundantes. Conhecido como "ouro do Cerrado", o pequi é rico em lipídios, proteínas, fibras e carboidratos, além de conter substâncias antioxidantes como ácido ascórbico e carotenoides, que oferecem benefícios à saúde.
O biólogo Cesar Koppe Grisolia, professor do Departamento de Genética da Universidade de Brasília, investiga o pequi há mais de quinze anos. O interesse surgiu devido ao uso tradicional do óleo da fruta por comunidades locais para tratar resfriados e inflamações. "O pequi é parte da tradição goiana e sua medicina folclórica merece ser validada pela ciência", afirma Grisolia.
A polpa do pequi é uma fonte significativa de minerais como cálcio, fósforo e ferro, além de vitaminas A, B1, B2 e B3. A nutricionista Maísa Mota Antunes, da Universidade Federal de Minas Gerais, destaca que o pequi é um alimento culturalmente relevante, consumido em pratos típicos como arroz de pequi e galinhada. O óleo, mais espesso, não é utilizado em saladas, mas é apreciado em diversas preparações.
Os estudos iniciais de Grisolia em modelos animais mostraram que o pequi possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Em pesquisas com atletas maratonistas, foi constatado que o consumo de cápsulas de óleo de pequi antes da corrida protege contra lesões oxidativas e inflamatórias. "Os atletas que usaram o óleo apresentaram resultados significativamente melhores", explica Grisolia.
Outro estudo focou em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico, uma condição inflamatória crônica. Os resultados mostraram que aqueles que consumiram o óleo de pequi por noventa dias apresentaram menos lesões oxidativas e uma redução significativa nos marcadores de inflamação. "O óleo de pequi pode ser um complemento seguro ao tratamento convencional", ressalta Grisolia.
Após as pesquisas, o grupo de Grisolia registrou as cápsulas de óleo de pequi como um nutracêutico na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). "Nossos estudos confirmaram a eficácia da medicina folclórica", conclui o professor. A valorização do pequi pode incentivar a preservação do pequizeiro e fortalecer a economia local, mostrando como a união em torno de iniciativas sustentáveis pode beneficiar comunidades e a biodiversidade.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, planeja discutir a urgência da votação do projeto de lei 2628/2022, que visa proteger crianças online, com expectativa de votação na próxima semana. Após pressão de entidades de defesa, o projeto, já aprovado no Senado, busca estabelecer regras para a proteção de dados e publicidade digital infantil, em resposta a denúncias de exploração infantil nas redes sociais.

Prefeitura do Rio declara Hotel Ipanema Plaza de utilidade pública, iniciando desapropriação e leilão para revitalização. O imóvel, fechado desde 2017, busca restaurar sua função hoteleira na região.

Estão abertas inscrições para iniciativas que fortalecem o terceiro setor e valorizam a produção científica feminina no Rio de Janeiro, com prêmios e apoio a coletivos periféricos. Oportunidades incluem qualificação de Organizações Sociais, o Prêmio Elisa Frota Pessoa e o Edital de Convênios da Fundação Abrinq, visando impulsionar ações em áreas vulneráveis.

Pesquisadores descobriram sinais precoces de Alzheimer em adultos abaixo dos 40 anos, ressaltando a urgência de diagnósticos precoces e acompanhamento neurológico para retardar a progressão da doença.

Um projeto global, Recetas, investiga a prescrição social baseada na natureza para combater a solidão e melhorar a saúde em seis países. A iniciativa busca transformar o cuidado em saúde, reduzindo a dependência de medicamentos.

A Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) coleta dados para a 4ª edição do Atlas dos Cuidados Paliativos, visando mapear e fortalecer a Política Nacional de Cuidados Paliativos no Brasil. Coordenadores de serviços de saúde têm até 20 de junho para participar, contribuindo para um panorama atualizado da especialidade. A última edição, em 2022, registrou 234 serviços, refletindo o crescimento na área.