Pesquisadores da USP revelam que a estimulação cerebral pode reverter falhas respiratórias em camundongos com Parkinson. O estudo, publicado na revista iScience, destaca a relação entre problemas respiratórios e a qualidade de vida dos pacientes. A pesquisa, liderada pela professora Ana Carolina Takakura, identificou que as complicações respiratórias ocorrem principalmente durante o sono, afetando cerca de setenta por cento dos pacientes. A estimulação do núcleo tegmental látero-dorsal demonstrou potencial terapêutico, abrindo novas perspectivas para tratamentos futuros.

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) identificaram uma nova abordagem para tratar problemas respiratórios em pacientes com doença de Parkinson. Esses sintomas, frequentemente negligenciados, podem resultar em complicações graves, como pneumonia e morte. O estudo, publicado na revista iScience, revelou que a estimulação seletiva de um núcleo cerebral pode reverter falhas respiratórias em camundongos, oferecendo novas perspectivas terapêuticas.
A professora Ana Carolina Takakura, coordenadora da pesquisa, destacou que as complicações respiratórias geralmente surgem em estágios avançados da doença, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A pesquisa focou em entender quando essas alterações ocorrem e se podem ser revertidas. Os resultados mostraram que os problemas respiratórios se manifestam exclusivamente durante o sono, um aspecto que ainda carece de tratamento eficaz.
O estudo foi conduzido pelo Laboratório Controle Neural Cardiorrespiratório do ICB-USP, que há mais de dez anos investiga as questões respiratórias associadas ao Parkinson. A pesquisa revelou que apneias respiratórias afetam cerca de setenta por cento dos pacientes, e a relação entre essas apneias e o sono foi uma descoberta crucial. A equipe conseguiu estabelecer que as alterações respiratórias são mais pronunciadas durante o sono, o que abre novas possibilidades para intervenções terapêuticas.
Os pesquisadores mapearam as fases do sono dos camundongos e observaram suas respirações, diferenciando entre sono REM (movimento rápido dos olhos) e não REM. A análise revelou que as apneias eram mais frequentes durante o sono. Com essas informações, a equipe decidiu investigar a estimulação de um núcleo cerebral específico, o núcleo tegmental látero-dorsal (LDT), que está associado tanto ao sono quanto à respiração.
Utilizando um método chamado quimiogenética, os cientistas injetaram um vírus no núcleo LDT, permitindo que neurônios específicos fossem estimulados. A aplicação de um fármaco que se liga exclusivamente a esses neurônios resultou na reversão das alterações respiratórias e na redução das apneias. Embora o LDT também sofra perda de neurônios devido à doença, a estimulação dos neurônios remanescentes foi suficiente para melhorar a função respiratória.
O próximo passo da pesquisa é avaliar a segurança e eficácia do metabólito clozapina-N-oxide (CNO) em humanos. Atualmente, a estimulação cerebral profunda é uma opção para tratar os sintomas motores do Parkinson, mas não aborda as complicações respiratórias. A professora Takakura planeja colaborar com o Instituto do Coração (InCor) e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina (HC-FMUSP) para caracterizar as alterações do sono em humanos. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que busquem soluções para esses desafios.

Pesquisadores da USP desenvolveram uma pomada à base de própolis vermelha, que mostrou eficácia na cicatrização de queimaduras de 2º grau em testes com células e animais. O produto promete acelerar a recuperação e melhorar a aparência das cicatrizes.

Brasil enfrenta uma epidemia de diabetes, com projeções alarmantes para 2050. Especialistas pedem ações urgentes. O diabetes, uma das maiores crises de saúde pública do século XXI, afeta milhões no Brasil, onde mais de 16 milhões de pessoas convivem com a doença, a maioria sem diagnóstico. Projeções indicam que até 2050, o número de brasileiros com diabetes pode ultrapassar 51,5 milhões, impulsionado por fatores como envelhecimento, sedentarismo e obesidade. A endocrinologista Tarissa Petry destaca a importância do diagnóstico precoce e do acesso a exames simples para evitar complicações graves. Além disso, a hiperglicemia gestacional já afeta uma em cada cinco gestações, exigindo rastreio adequado. O impacto econômico é significativo, com gastos anuais superiores a R$ 42 bilhões. A urgência de políticas públicas de prevenção e rastreamento é evidente, especialmente na América Latina, onde o crescimento da doença ameaça a sustentabilidade dos sistemas de saúde.

Eduardo Sterblitch, ator e humorista, revelou sua luta contra a depressão e pensamentos suicidas em programa de TV, destacando a importância do apoio emocional e os desafios no tratamento.

O Sistema Único de Saúde (SUS) incluirá o DIU hormonal como tratamento para endometriose, beneficiando mulheres que não podem usar anticoncepcionais combinados. A medida, aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), deve ser implementada em até 180 dias.

Espasticidade, uma sequela comum em sobreviventes de AVC, afeta um em cada três pacientes, comprometendo mobilidade e qualidade de vida. Tratamento precoce é crucial para recuperação e autonomia.

Lenacapavir, novo medicamento para profilaxia pré-exposição ao HIV, apresenta eficácia de 99,9% e aguarda registro na Anvisa. A Gilead busca garantir acesso e cobertura de seguro nos EUA.