Pesquisadores do IPT e da Tramppo desenvolveram um método inovador para reciclar lâmpadas LED, automatizando a desmontagem e separação de materiais, resultando em duas patentes e um protótipo funcional. Essa tecnologia visa reduzir o impacto ambiental e promover a economia circular, recuperando metais valiosos e minimizando resíduos eletrônicos.

Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) e da empresa Tramppo Reciclagem desenvolveram um método inovador para reciclar lâmpadas LED, que são mais econômicas e eficientes, mas cujo descarte inadequado gera preocupações ambientais. Estima-se que cerca de 350 milhões de lâmpadas LED sejam vendidas anualmente no Brasil, e a nova tecnologia automatiza a desmontagem e separação dos materiais, resultando em duas patentes e um protótipo funcional.
O projeto, que começou em 2018, visa reduzir a pegada ambiental das lâmpadas LED, que contêm metais raros e valiosos, como ouro e prata. Carlos Alberto Pachelli, sócio-fundador da Tramppo, destacou que o protótipo permite a separação dos componentes, como polímeros, metais e cerâmicas, para reciclagem. O método é pioneiro no Brasil, já que a maioria das empresas ainda realiza o desmantelamento manualmente.
A pesquisa recebeu apoio da FAPESP, da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação (Embrapii) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). O vidro é o material mais abundante nas lâmpadas, mas os metais presentes na fita LED e na parte eletrônica são os mais valiosos. Especialistas ressaltam a importância da reciclagem, que não apenas recupera esses metais, mas também reduz a geração de resíduos eletrônicos.
Atualmente, as iniciativas de reciclagem no mundo focam na extração de metais valiosos, mas o método desenvolvido pelo IPT e Tramppo se destaca pela separação física dos materiais antes da metalurgia extrativa. Isso minimiza a quantidade de resíduos gerados e evita passivos ambientais. O engenheiro de minas Francisco Junior Batista Pedrosa explicou que o processo inclui a utilização de um moinho autógeno para desmantelar a parte eletrônica das lâmpadas.
A linha produtiva da Tramppo, que já desenvolveu um método para reciclar lâmpadas fluorescentes, opera em fase de testes com capacidade de 500 quilos por dia. O vidro é destinado à indústria cerâmica, enquanto o plástico é enviado a empresas recicladoras. A empresa busca também criar uma rota para recuperar os metais presentes nas fitas LED e terminais eletrônicos.
Iniciativas como essa são fundamentais para promover a economia circular e a sustentabilidade. A união da sociedade civil pode impulsionar projetos que visem a recuperação e reciclagem de materiais, contribuindo para um futuro mais sustentável e menos poluído. A mobilização em torno dessas causas pode fazer a diferença na preservação do meio ambiente.

Os alertas de desmatamento na Amazônia aumentaram 27% no primeiro semestre de 2025, enquanto o Cerrado registrou uma queda de 11%. O governo destinará R$ 825,7 milhões para fortalecer a fiscalização ambiental.

Na quinta-feira (10), o governo brasileiro regulamentará o IPI Verde e lançará o Carro Sustentável, com alíquota zero de IPI para veículos mais acessíveis e menos poluentes. A cerimônia contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice, Geraldo Alckmin. O IPI Verde ajustará a tributação de acordo com as emissões e segurança dos veículos, enquanto o Carro Sustentável beneficiará modelos compactos fabricados no Brasil. A expectativa é que essa redução tributária traga descontos significativos aos consumidores.

O pesquisador Francisco Edvan Bezerra Feitosa desenvolveu uma usina solar em Betim (MG) para produzir hidrogênio verde, prometendo revolucionar o abastecimento automotivo no Brasil. A planta, que gera um megawatt elétrico, pode enriquecer combustíveis existentes e posicionar o Nordeste como polo de produção, aproveitando a alta incidência solar da região.

O Brasil solicita que países apresentem suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) até 25 de setembro, visando a COP30 em Belém, onde a Amazônia será central nas negociações climáticas.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, alerta que a aprovação do Projeto de Lei que flexibiliza o licenciamento ambiental pode prejudicar acordos comerciais e aumentar o desmatamento. A ministra destaca que a mudança nas regras pode afetar a imagem do Brasil na COP30 e comprometer a proteção de florestas e recursos hídricos, além de gerar impactos negativos na saúde pública e na economia.

Ana Bógus, presidente da Beiersdorf no Brasil, acredita que a COP-30 pode impulsionar a sustentabilidade no setor de cuidados pessoais, promovendo debates sobre economia circular e acesso a matérias-primas sustentáveis. A empresa já eliminou microplásticos de suas fórmulas e busca alternativas biodegradáveis.