Saúde e Ciência

Planos de saúde devem cobrir implante contraceptivo Implanon para mulheres de 18 a 49 anos a partir de setembro

A partir de 1º de setembro, planos de saúde no Brasil devem cobrir o implante contraceptivo Implanon para mulheres de 18 a 49 anos, após sua inclusão no SUS. A medida, aprovada pela ANS, visa garantir acesso a métodos contraceptivos eficazes.

Atualizado em
August 15, 2025
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Priscila Braga, coordenadora do Projeto Acolhe, aplica o Implanon em Nicole Nunes, de 19 anos — Foto: Roberto Moreyra/Agência O Globo

A partir de 1º de setembro, os planos de saúde no Brasil deverão cobrir o implante contraceptivo Implanon para mulheres entre 18 e 49 anos. A decisão foi aprovada pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em reunião realizada no dia 8 de agosto. Essa medida segue a legislação brasileira, que exige a inclusão de tecnologias incorporadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) no rol de cobertura das operadoras de saúde em até 60 dias.

No início de julho, o Ministério da Saúde anunciou a disponibilização do Implanon na rede pública, após a aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). O governo planeja distribuir 1,8 milhão de unidades do implante até 2026, sendo 500 mil apenas neste ano. O investimento total será de aproximadamente R$ 245 milhões.

O Implanon é um implante subdérmico de 4 cm por 2 mm, que contém 68 mg de etonogestrel, um hormônio feminino. Ele deve ser inserido sob a pele, no braço, por um profissional de saúde qualificado, utilizando anestesia local. O hormônio é liberado continuamente na corrente sanguínea, prevenindo a ovulação e dificultando a entrada de espermatozoides no colo do útero.

Com uma eficácia de 99,95%, o Implanon é considerado um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis. Segundo Tássia Ginciene, diretora de Relações Institucionais da Organon Brasil, essa alta eficácia se deve à sua natureza de não depender da lembrança diária, como outros métodos. A inclusão do Implanon no SUS e a cobertura pelos planos de saúde é vista como um avanço significativo para garantir que as mulheres possam escolher o método contraceptivo que melhor atende às suas necessidades.

Após três anos de uso, o implante deve ser removido, e uma nova unidade pode ser inserida imediatamente, caso a mulher deseje. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção, permitindo que a mulher engravide se assim optar. Atualmente, o SUS oferece outros métodos contraceptivos, mas apenas o DIU de cobre possui ação de longa duração.

Essa nova cobertura representa uma oportunidade para que a sociedade civil se mobilize em torno da saúde reprodutiva das mulheres. Projetos que visem apoiar a disseminação de informações sobre métodos contraceptivos e o acesso a serviços de saúde podem fazer uma diferença significativa na vida de muitas mulheres. Nossa união pode ajudar a garantir que todas tenham acesso a opções de planejamento familiar adequadas.

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