A poluição plástica atinge níveis alarmantes, com apenas 9% dos plásticos reciclados globalmente. Em Genebra, negociações para um tratado global visam controlar produtos descartáveis e responsabilizar fabricantes.

A poluição plástica se tornou um desafio global, com apenas 9% dos plásticos reciclados e uma produção que quadruplicou nos últimos trinta anos. Um estudo da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela que 22% do lixo plástico escapa para os oceanos, enquanto apenas 15% é coletado para reciclagem. Fragmentos de microplásticos foram encontrados em diversas partes do corpo humano, evidenciando os riscos à saúde. As discussões para um tratado global contra a poluição plástica foram retomadas em Genebra, com foco em legislações para controlar produtos de uso único e a responsabilidade dos fabricantes.
Atualmente, os plásticos estão presentes em diversos setores, como automóveis, utensílios médicos e embalagens. Desde a década de 1950, a humanidade produziu cerca de 9,2 bilhões de toneladas de plástico, das quais aproximadamente 7 bilhões se tornaram resíduos. Os produtos de uso único, como garrafas e sacolas, são uma das principais fontes de poluição, sobrecarregando os sistemas de resíduos e contaminando o meio ambiente.
A poluição plástica afeta ecossistemas e a saúde humana. Detritos plásticos foram encontrados em locais extremos, como o Monte Everest e a Fossa das Marianas. A ingestão de plásticos por animais marinhos e aves causa morte por inanição, enquanto a decomposição do plástico gera microplásticos que já foram detectados em órgãos humanos. Esses microplásticos podem estar relacionados a doenças cardiovasculares e disfunções hormonais, com estimativas indicando que uma pessoa pode ingerir até cinco gramas de plástico por semana.
A reciclagem, embora importante, não é suficiente para resolver a crise da poluição plástica. Apenas 9% dos plásticos são reciclados, em parte porque muitos produtos não são projetados para isso. A infraestrutura de reciclagem é inadequada em muitos países, e os sistemas não acompanham o aumento da produção e descarte de plásticos. Portanto, é essencial repensar o ciclo de vida do plástico, desde o design até o descarte, promovendo produtos mais duráveis e reutilizáveis.
Globalmente, diversas nações implementaram leis para controlar o uso de produtos plásticos de uso único, como o Reino Unido e Ruanda. Essas iniciativas visam regular a responsabilidade dos fabricantes pela embalagem de seus produtos. A poluição plástica é um problema que transcende fronteiras, exigindo cooperação internacional. As negociações para um Tratado Global de Combate à Poluição Plástica estão em andamento no âmbito da ONU, com líderes reconhecendo a gravidade da situação.
Em meio a essa crise, a união da sociedade civil pode fazer a diferença. Projetos que visam a redução da poluição plástica e a promoção de alternativas sustentáveis devem ser estimulados. A mobilização em torno dessas causas pode gerar impactos positivos, contribuindo para um futuro mais limpo e saudável para todos.

A Stellantis inaugurou o primeiro "Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças" da América Latina em Osasco (SP), com investimento de R$ 13 milhões, focando na reciclagem de veículos e venda de peças reaproveitadas. O centro, que pode desmontar até 8 mil veículos por ano, promete gerar 150 empregos e evitar a emissão de 30 mil toneladas de CO₂ anualmente. As peças, com garantia de qualidade e rastreabilidade, serão vendidas a preços reduzidos, contribuindo para a economia circular e a redução de veículos desmontados irregularmente.

A COP30, que ocorrerá em Belém em novembro de 2025, deve priorizar a implementação do Acordo de Paris, segundo especialistas. A urgência de ações climáticas e a liderança dos países desenvolvidos são essenciais.

Um novo projeto de energia solar foi lançado, prometendo um aumento de eficiência de trinta por cento em relação às tecnologias atuais, com parcerias entre universidades e empresas de tecnologia. Essa iniciativa visa impulsionar a pesquisa em energias renováveis e contribuir para a mitigação das mudanças climáticas.

Estudos recentes revelam que microplásticos estão presentes no cérebro de pacientes com demência, sugerindo que essas partículas podem ultrapassar a barreira hematoencefálica e impactar a saúde mental. Pesquisadores de universidades canadenses e australianas encontraram até cinco vezes mais microplásticos em cérebros de pessoas com a doença. A pesquisa destaca a urgência de políticas públicas para limitar a exposição a esses contaminantes.

O uso crescente de inteligência artificial (IA) levanta preocupações sobre seu impacto ambiental, com Joanna Stern destacando o alto consumo de energia e água dos data centers. A falta de transparência das empresas impede escolhas sustentáveis.

A implementação da Declaração de Belém enfrenta desafios, com apenas 4% das ações formalizadas entre agosto de 2023 e junho de 2025, segundo a Plataforma Cipó. O diagnóstico revela que 70% das iniciativas ainda estão em fases iniciais.