Produtores de Belém se reunirão para discutir fornecimento de alimentos na COP30, após correção de edital que excluiu proibição de pratos tradicionais da Amazônia. O evento ocorrerá de 10 a 21 de novembro.

Produtores e empreendedores de Belém se reunirão nesta terça-feira, 19 de agosto, para discutir as oportunidades de fornecimento de alimentos durante a COP30, que ocorrerá entre 10 e 21 de novembro. A audiência pública será realizada das 9h30 às 12h no Teatro Estação Gasômetro e visa esclarecer dúvidas sobre o edital que selecionará os operadores de restaurantes e quiosques oficiais do evento. O encontro é promovido pelo governo federal em parceria com a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) e os governos estadual e municipal.
Durante a audiência, os participantes poderão conhecer o cronograma do edital, os requisitos técnicos para participação, os critérios de sustentabilidade exigidos e os procedimentos de inscrição e seleção. O edital prevê a instalação de 87 estabelecimentos, divididos em seis categorias de cardápio. Uma das principais exigências é que pelo menos 30% dos ingredientes utilizados sejam de origem local ou provenientes da agricultura familiar da região.
Para aqueles que não puderem comparecer à audiência, a organização programou plantões tira-dúvidas presenciais. O primeiro ocorrerá na quarta-feira, 20 de agosto, das 10h às 12h, e o segundo na quinta-feira, 21 de agosto, das 17h às 19h. Ambos serão realizados na sede da Secretaria Extraordinária para a COP30, localizada no prédio do Banco do Brasil, no bairro Campina, em Belém. Esses plantões servirão como suporte técnico para os interessados em operar os restaurantes e quiosques nas Zonas Azul e Verde da conferência.
O edital de alimentação da COP30 passou por uma reviravolta após a inclusão de uma lista de alimentos proibidos, que inicialmente excluía pratos tradicionais da culinária amazônica, como açaí, tucupi e maniçoba. A justificativa da OEI foi o risco sanitário, alegando que o açaí poderia transmitir a doença de Chagas se não fosse pasteurizado. Essa decisão gerou forte reação de entidades ligadas à gastronomia e produção amazônica, que criticaram o que consideraram preconceito cultural.
O ministro do Turismo, Celso Sabino, classificou a medida como um "erro grave" e garantiu que o edital seria corrigido. Ele destacou que Belém é reconhecida pela Unesco como Cidade Criativa da Gastronomia desde 2015 e recebeu prêmios internacionais por sua culinária. Em resposta à pressão, a OEI publicou uma correção que excluiu a lista de itens proibidos, permitindo que a culinária paraense seja incorporada ao evento.
O site oficial da COP30 confirmou que os detalhes finais dos cardápios serão definidos após a seleção dos fornecedores. Essa situação destaca a importância de valorizar a gastronomia local e a agricultura familiar. A união da sociedade civil pode ser fundamental para apoiar iniciativas que promovam a cultura e a sustentabilidade na região, garantindo que a riqueza da culinária amazônica seja celebrada durante a conferência.

O vírus oropouche emergiu como uma nova ameaça à saúde pública no Brasil, com surtos em Roraima e expansão para outras regiões. Especialistas alertam que a degradação da Amazônia aumenta o risco de epidemias.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) reestabelece a Educação Ambiental com a criação do Centro Nacional de Educação Ambiental (Cenea), após quase duas décadas de hiato. A iniciativa visa integrar ações educativas e capacitar comunidades, promovendo uma gestão pública mais consciente e sustentável.

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Paulo Alvarenga, CEO da ThyssenKrupp na América do Sul, enfatiza a complexidade da descarbonização industrial e o compromisso da empresa em neutralizar suas emissões até 2045, investindo em hidrogênio verde. A transição energética é crucial para evitar o colapso climático, envolvendo não apenas questões ambientais, mas também econômicas e geopolíticas.

Técnicos do Ibama pedem a revogação da nova portaria que regulamenta a pesca do tubarão-azul, alegando riscos à espécie e à política ambiental do Brasil. Críticos temem a extinção da espécie.

Países produtores de petróleo estão obstruindo negociações em Genebra para um tratado global contra a poluição plástica, focando apenas na gestão de resíduos e rejeitando restrições à produção de plástico virgem.