Pesquisadores da Universidade de Cambridge desenvolvem um "refrigerante sólido" que promete revolucionar o ar-condicionado, reduzindo emissões em até 75%. A startup Barocal planeja lançar um protótipo em três anos.

A Universidade de Cambridge está desenvolvendo um inovador "refrigerante sólido", que promete transformar o mercado de ar-condicionado. Este material, que se assemelha à cera, pode oferecer uma eficiência energética superior e reduzir as emissões de gases de efeito estufa em até setenta e cinco por cento. A startup Barocal, cofundada por Xavier Moya, planeja lançar um protótipo em três anos, visando atender à crescente demanda global por refrigeração.
Os refrigerantes sólidos, que não escapam como os gases tradicionais, têm uma temperatura que pode variar em mais de cinquenta graus sob pressão. Segundo Moya, professor de física de materiais, esses novos refrigerantes são mais eficientes no consumo de energia. Atualmente, existem cerca de dois bilhões de aparelhos de ar-condicionado em uso no mundo, e esse número continua a crescer, contribuindo para o aumento das emissões, conforme relatado pela Agência Internacional de Energia.
Após quinze anos de pesquisa, Moya e sua equipe estão testando diferentes composições de "cristais de plástico". Esses materiais têm moléculas que giram e, quando pressionadas, dissipam energia na forma de calor, criando um efeito conhecido como "efeito barocalórico". Cliff Elwell, professor de física das edificações, destaca que esses sólidos têm potencial para serem tão eficazes quanto os sistemas a gás, desde que atendam a requisitos básicos como tamanho e nível de ruído.
A startup Barocal, criada em dois mil e dezenove, já arrecadou aproximadamente quatro milhões e quinhentos mil dólares em investimentos, principalmente do Conselho Europeu de Inovação e da Breakthrough Energy, organização de Bill Gates. Com um protótipo do tamanho de uma maleta, a empresa está otimista quanto ao futuro, embora o dispositivo atual ainda precise de otimizações em peso, volume e ruído.
O primeiro protótipo, que já demonstra funcionalidade, é capaz de resfriar latas de refrigerante. A Barocal planeja inicialmente comercializar unidades de refrigeração para grandes estabelecimentos, como centros comerciais e escolas, antes de expandir para o mercado doméstico. A empresa acredita que, embora o custo inicial seja mais elevado, a economia a longo prazo tornará a tecnologia atraente para os consumidores.
Com a crescente preocupação ambiental e a demanda por soluções sustentáveis, iniciativas como a da Barocal devem ser apoiadas pela sociedade. A união em torno de projetos inovadores pode ser crucial para a redução das emissões e a promoção de tecnologias mais limpas. É fundamental que a comunidade se mobilize para incentivar e financiar essas inovações que visam um futuro mais sustentável.

Em 2024, a coleta de lixo no Brasil atingiu 86,9% dos domicílios, mas 4,7 milhões ainda queimam resíduos. A desigualdade no esgotamento sanitário e no abastecimento de água persiste, especialmente nas áreas rurais.

A nova lei do licenciamento ambiental no Brasil gera polêmica, mas a ministra Marina Silva defende que os vetos de Lula garantem a voz dos indígenas na exploração mineral. A COP30 é vista como uma oportunidade para avanços na transição energética.

A sanção da Lei nº 15.042/2024 estabelece o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, promovendo leilões centralizados de créditos de carbono e potencializando investimentos em sustentabilidade. O Brasil busca se posicionar como líder na transição climática global, alinhando interesses públicos e privados.

A escassez de água e a desigualdade no acesso a esse recurso são problemas alarmantes, com a presença de contaminantes emergentes em países em desenvolvimento. O dossiê da revista Frontiers in Water revela riscos à saúde e a urgência de regulamentação.
O preço do café arábica disparou 70% em 2024, refletindo os impactos das mudanças climáticas nas lavouras brasileiras. Produtores enfrentam perdas e buscam novas técnicas para adaptação.

Pedro Martins de Souza, aos 78 anos, reflorestou sua propriedade em Minas Gerais, aumentando água e renda. A iniciativa, apoiada pelo Instituto Terra, inspirou outros produtores e recuperou nascentes na região.