Meio Ambiente

Sabesp e Engie firmam consórcio para geração de energia solar no Rio Grande do Norte com foco em sustentabilidade

A Sabesp firmou um consórcio com a Engie para desenvolver energia solar no Rio Grande do Norte, integrando cinco centrais fotovoltaicas com capacidade total de 250 MW. O projeto visa tornar o consumo energético da empresa mais sustentável.

Atualizado em
July 16, 2025
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Projeto solar — Foto: Divulgação

A Sabesp, empresa de saneamento de São Paulo, firmou um consórcio com a Engie, empresa francesa, para a geração de energia solar no Rio Grande do Norte. O objetivo é utilizar a autoprodução para tornar o consumo energético da companhia mais sustentável. O acordo envolve a participação da Sabesp em cinco centrais fotovoltaicas do Complexo Assu Sol, com uma capacidade total projetada de 250 MW (megawatts).

As centrais estão localizadas em Assú (RN) e foram adquiridas pela Engie em 2021 por R$ 41,25 milhões. Na época, o complexo tinha uma capacidade total instalada projetada de 750 MW e contava com 16 parques fotovoltaicos. Em janeiro deste ano, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a operação comercial da primeira usina do Assu Sol, com 40,5 megawatts, conforme noticiado pelo jornal Valor Econômico.

A Sabesp participará das centrais fotovoltaicas de número Assu Sol 6, 11, 13, 14 e 15, que ainda estão em construção ou em fase de testes. Este movimento da empresa de saneamento se alinha com sua estratégia de diversificação e busca por fontes de energia renovável, um passo importante para a sustentabilidade no setor.

Em maio, a Sabesp já havia anunciado a intenção de formar consórcios para projetos de geração de energia renovável, embora não tenha revelado detalhes sobre os parceiros ou as plantas planejadas. A parceria com a Engie representa um avanço significativo nesse sentido, contribuindo para a redução da pegada de carbono da empresa.

O investimento em energia solar é uma tendência crescente no Brasil, especialmente em estados com alta incidência solar, como o Rio Grande do Norte. A energia solar não apenas reduz custos operacionais, mas também promove a sustentabilidade, um fator cada vez mais valorizado por consumidores e investidores.

Iniciativas como essa devem ser apoiadas pela sociedade civil, pois representam um passo importante em direção a um futuro mais sustentável. A união de esforços pode potencializar projetos que visam a geração de energia limpa e renovável, beneficiando não apenas as empresas, mas toda a comunidade.

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