Especialistas alertam sobre sete sinais de saúde que não devem ser ignorados, como cansaço excessivo e mudanças de humor, que podem indicar problemas subjacentes. Ignorar esses sintomas pode atrasar diagnósticos e comprometer a qualidade de vida.

Muitos incômodos físicos e mentais que enfrentamos no dia a dia podem ser sinais de problemas de saúde. A médica Sley Tanigawa Guimarães, coordenadora da pós-graduação em Medicina do Estilo de Vida do Hospital Israelita Albert Einstein, alerta que a correria do cotidiano nos faz ignorar os sinais que o corpo e a mente enviam. Ignorar esses alertas pode atrasar diagnósticos importantes e afastar as pessoas de uma vida mais saudável.
Entre os sinais que merecem atenção, o cansaço excessivo é um dos mais comuns. Muitas pessoas associam essa fadiga ao estresse, mas ela pode ter outras causas, como anemia por deficiência de ferro, distúrbios hormonais e problemas de sono. A endocrinologista Alessandra Rascovski destaca que, se o cansaço é acompanhado de sonolência excessiva ou dificuldade de concentração, é essencial buscar avaliação médica.
Mudanças súbitas de humor, como irritabilidade e impaciência, também são motivos de preocupação. Esses sintomas podem estar relacionados a desequilíbrios hormonais, deficiências nutricionais ou transtornos como ansiedade e depressão. Alessandra ressalta que o estresse crônico e a má qualidade do sono afetam diretamente o controle emocional, exigindo atenção e, possivelmente, intervenção profissional.
As dores de cabeça frequentes, que se tornam intensas ou diferentes do habitual, também precisam ser investigadas. Possíveis causas incluem tensão muscular, alterações hormonais e problemas de visão. A médica alerta que o uso excessivo de analgésicos pode levar a um efeito rebote, tornando as dores mais frequentes e os medicamentos menos eficazes.
Além disso, sintomas como inchaço e desconforto abdominal podem indicar intolerâncias alimentares ou problemas digestivos. Uma alimentação rica em ultraprocessados pode agravar esses problemas. A especialista recomenda aumentar o consumo de fibras e observar os alimentos que causam desconforto. Por fim, o mau hálito frequente pode ser um sinal de distúrbios digestivos ou metabólicos, e não apenas de problemas odontológicos.
Por último, a sensação de apatia e falta de prazer nas atividades diárias pode ser um sinal de alerta para a saúde mental, frequentemente associado à depressão. Buscar ajuda especializada é fundamental. Em situações como essas, a união da sociedade pode fazer a diferença, apoiando iniciativas que promovam a saúde e o bem-estar de todos.

Dificuldade de concentração é um sintoma significativo da depressão, afetando milhões. A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 280 milhões de pessoas sofram desse transtorno, com impactos diretos na vida profissional e pessoal. A falta de foco pode ser confundida com estresse, mas é um sinal crucial que muitas vezes atrasa o diagnóstico. Além disso, a depressão está associada a um maior risco de doenças físicas, exigindo atenção integrada à saúde mental.

Pesquisadores da Escola Médica de Harvard descobriram que a perda de lítio no cérebro pode ser uma das primeiras alterações na doença de Alzheimer, e um novo composto restaurou a memória em camundongos. O estudo sugere que a deficiência de lítio pode ser uma causa da doença, abrindo novas possibilidades terapêuticas. A pesquisa, que levou uma década, destaca a importância do lítio na saúde cerebral e seu potencial no tratamento do Alzheimer.

A neurologista Dana Boering, no 1º Congresso Latino-Americano da WFNR, enfatizou a motivação e ambientes enriquecidos na reabilitação de lesões cerebrais, propondo inovações como música e tecnologia.

Pesquisadores da USP e UFPB descobriram alta resistência a antibióticos em Streptococcus agalactiae, com mais de 80% das amostras analisadas mostrando resistência, além de uma nova linhagem preocupante. A situação exige vigilância e novas estratégias de prevenção.

A Prefeitura de Belo Horizonte declarou emergência em saúde pública por 180 dias devido ao aumento de doenças respiratórias, priorizando a abertura de leitos pediátricos e a vacinação infantil. A baixa cobertura vacinal, com apenas 13 mil das 155 mil crianças elegíveis vacinadas, agrava a situação.

O Brasil retoma a produção de insulina humana após mais de 20 anos, com a entrega de 207.385 unidades pela Biomm, em parceria com a Wockhardt, para o SUS. A medida visa garantir a segurança dos pacientes diabéticos.