Pesquisador Alessandro Samuel-Rosa utiliza inteligência artificial para estimar o carbono orgânico do solo no Brasil desde 1500, destacando a Mata Atlântica como um potencial grande reservatório de carbono.

O solo é um importante reservatório de carbono, essencial para a mitigação das emissões de CO₂ e o aquecimento global. Alessandro Samuel-Rosa, agrônomo e filho de agricultores do Rio Grande do Sul, investiga a quantidade de carbono orgânico do solo no Brasil. Ele utiliza inteligência artificial para estimar dados desde o ano de mil quinhentos, acreditando que a Mata Atlântica pode conter o maior banco de carbono do país.
Samuel-Rosa destaca que o solo atua como um guardião de carbono, retendo-o e evitando que ele seja liberado para a atmosfera. Essa retenção é crucial para a redução do efeito estufa. O agrônomo começou sua trajetória acadêmica na Universidade Federal de Santa Maria, onde se dedicou a estudos de solos e aprendeu geoestatística para analisar dados coletados em campo.
Durante sua formação, ele se envolveu com mapeamento digital, uma área que ganhou força com os avanços tecnológicos. Criou o SoilData, um repositório de dados abertos que agrega informações de diversas instituições, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Sua pesquisa chamou a atenção da rede MapBiomas Brasil, que colabora na quantificação do carbono orgânico do solo.
O carbono chega ao solo principalmente pela vegetação, que, ao ser decomposta, libera parte de seu carbono como CO₂. Contudo, outra parte é retida no solo, onde se liga a minerais e se torna menos disponível para microrganismos, reduzindo sua liberação para a atmosfera. A perda de carbono ocorre principalmente devido ao desmatamento e à agricultura predatória, que expõem o solo e aceleram a liberação de CO₂.
Samuel-Rosa enfrenta o desafio de estimar a quantidade de carbono orgânico do solo desde mil quinhentos, utilizando inteligência artificial e aprendizado de máquina. Ele acredita que a Mata Atlântica, apesar de ser um bioma degradado, pode abrigar hotspots de carbono maiores do que os encontrados no Cerrado ou na Amazônia. Se sua hipótese se confirmar, isso poderá influenciar políticas públicas de uso do solo e contribuir para a mitigação do aquecimento global.
Iniciativas como a de Samuel-Rosa são fundamentais para a preservação do meio ambiente e a promoção de práticas sustentáveis. A sociedade civil pode se unir para apoiar projetos que visem a recuperação e a conservação dos solos, contribuindo para um futuro mais sustentável e equilibrado.

Subprefeitura embarga obra em Copacabana após corte irregular de árvores nativas, configurando crime ambiental. Empresas responsáveis serão notificadas e fiscalizações serão intensificadas na área.

Fafá de Belém critica a falta de representação amazônica na COP30 e a exploração de petróleo na região, defendendo a inclusão de vozes locais nas políticas ambientais. A artista destaca a riqueza cultural de Belém e a necessidade de um legado positivo da conferência.

Espuma tóxica cobre o Rio Tietê em Salto, afastando turistas e evidenciando a poluição crônica. Sabesp e governo paulista prometem investimentos de R$ 90 bilhões até 2029 para despoluição e saneamento.

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Pesquisadores da Ufal e da Universidade do Havaí encontraram microplásticos em placentas e cordões umbilicais de gestantes brasileiras, levantando preocupações sobre a saúde fetal e a gestão de resíduos.

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