O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a desapropriação de imóveis com incêndios criminosos e desmatamento ilegal, visando proteger a Amazônia e o Pantanal. A decisão busca romper o ciclo de impunidade e reforçar a proteção ambiental.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, anunciou nesta segunda-feira, 28 de abril, a desapropriação de imóveis onde forem identificados incêndios criminosos e desmatamento ilegal. A medida será aplicada após a comprovação da responsabilidade dos proprietários e faz parte da execução da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 743, que visa proteger os biomas Amazônia e Pantanal. Essa decisão surge em um contexto de recorde de incêndios no Brasil, que devastaram vastas áreas de ecossistemas essenciais.
A determinação do STF busca reforçar o cumprimento do artigo 225 da Constituição Federal, que assegura o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Além da desapropriação, a União e os estados da Amazônia Legal e do Pantanal deverão implementar medidas legais para impedir a regularização fundiária de áreas onde práticas ilegais, como queimadas intencionais e desmatamento, já foram comprovadas.
Flávio Dino enfatizou que não é aceitável que bilhões de reais em recursos públicos sejam gastos anualmente no combate a incêndios e desmatamentos ilegais. Ele destacou que esse ciclo perpetua a impunidade e gera um ônus duplo para a sociedade, que sofre tanto com os danos ambientais quanto com o desperdício de dinheiro público. A decisão também menciona que, embora o artigo 243 da Constituição, que prevê a expropriação de terras para cultivo de drogas, não se aplique por analogia ao desmatamento, outras sanções legais são válidas e devem ser aplicadas.
A ADPF 743 foi proposta pelo partido Rede Sustentabilidade e conta com o apoio de organizações como WWF, Instituto Socioambiental, Greenpeace e Observatório do Clima. A ação exige que o governo tome medidas concretas para proteger e combater a degradação nos biomas mais afetados do país. O STF também reiterou a obrigatoriedade do uso do Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (SINAFLOR) para autorizações de supressão de vegetação.
Com a decisão, a União e os estados envolvidos serão notificados para cumprir as ordens judiciais. O STF aguarda a apresentação de planos e relatórios que garantam a execução das medidas determinadas, com o objetivo de assegurar a proteção ambiental efetiva. A expectativa é que essas ações contribuam para a preservação dos biomas e a responsabilização dos infratores.
Nesta conjuntura, a mobilização da sociedade civil é fundamental. Projetos que visem apoiar a recuperação ambiental e promover a conscientização sobre a importância da preservação podem fazer a diferença. A união de esforços pode ajudar a transformar essa realidade e garantir um futuro mais sustentável para todos.

O Fundo Amazônia, criado em 2008, já apoiou mais de 133 projetos com mais de R$ 5 bilhões, mas enfrenta críticas por burocracia e falta de transparência na liberação de recursos. Especialistas pedem agilidade e inclusão.

A casca do abacate, frequentemente descartada, pode ser reutilizada como fertilizante, esfoliante e tratamento capilar, promovendo sustentabilidade e autocuidado. Essa prática simples e econômica transforma resíduos em aliados para a beleza e o cultivo.

A prefeitura de Manaus implementa o uso de drones para monitoramento ambiental e resposta a emergências, em meio a cheias do Rio Negro que causaram prejuízos de R$ 540 milhões em 2023. Os drones, equipados com tecnologia avançada, visam melhorar a detecção de focos de calor e mapear áreas de risco.

Estudo da Esalq-USP revela actinobactérias da Amazônia com potencial para bioinsumos e compostos bioativos inéditos, promovendo crescimento de plantas e controle de doenças agrícolas. A pesquisa, liderada por Naydja Moralles Maimone, destaca a importância do microbioma amazônico para a agricultura sustentável.

Ibama finaliza vistorias na Ferrovia Centro Atlântica na Bahia, identificando falhas de segurança e conservação. Ações visam prevenir acidentes e mitigar riscos ambientais.

A organização A Vida no Cerrado (Avinc) promove a valorização e preservação do Cerrado, com foco em educação socioambiental e políticas públicas. Fundada durante a pandemia, a Avinc já conta com 46 voluntários e conquistou a inclusão da Semana do Cerrado no calendário escolar, visando conscientizar sobre a importância desse bioma.