A Companhia Mungunzá enfrenta nova notificação da prefeitura para desocupar o Teatro de Contêiner em 15 dias, enquanto artistas buscam alternativas para preservar suas atividades culturais. A gestão Ricardo Nunes planeja um projeto habitacional no local, mas o grupo propõe soluções que garantam a continuidade do teatro.

A gestão de Ricardo Nunes (MDB) notificou novamente a Companhia Mungunzá, exigindo a desocupação do Teatro de Contêiner, localizado na Luz. O prazo estipulado para a saída é de quinze dias, com término em 21 de agosto. O subprefeito da Sé, coronel Salles, mencionou a possibilidade de "gradação coercitiva" para a desocupação, justificando que o espaço será destinado a um projeto habitacional. A primeira notificação ocorreu em 28 de maio, e o pedido de defesa dos artistas foi indeferido em junho.
A prefeitura declarou que o diálogo permanece aberto para a transferência do teatro, mas os integrantes da companhia expressam ceticismo quanto à continuidade no local. Eles buscam alternativas que não comprometam suas apresentações, já que possuem sessenta eventos programados até 20 de dezembro. O grupo propôs um projeto que permitiria a construção de um prédio residencial sem a necessidade de desocupar o espaço atual.
O Teatro de Contêiner, inaugurado em 2017, é reconhecido por sua inovação arquitetônica e por ser um espaço cultural ativo. A companhia recebe apoio de editais estaduais e municipais, o que reforça a importância do local para a cena artística. No entanto, a prefeitura já havia sugerido a transferência do teatro para outros terrenos, que foram recusados pelos artistas devido à inadequação e à perda de identidade do espaço.
Além disso, a situação gerou um inquérito civil do Ministério Público de São Paulo, que investiga possíveis irregularidades na primeira ordem de despejo. O promotor Paulo Destro enfatiza a necessidade de preservar o patrimônio cultural, especialmente considerando que a área estava em desuso antes da ocupação pela companhia.
Recentemente, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e a presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Maria Marighella, solicitaram ao prefeito uma extensão do prazo de desocupação para 180 dias. Essa medida visa permitir que alternativas para a continuidade das atividades culturais sejam desenvolvidas, garantindo a manutenção do espaço artístico.
Neste contexto, a união da sociedade civil pode ser crucial para apoiar iniciativas culturais e garantir que espaços como o Teatro de Contêiner continuem a existir. A mobilização em torno da preservação de projetos artísticos é essencial para que a cultura se mantenha viva e acessível a todos.

Brasília sedia o Innova Summit 2025, de 24 a 26 de junho, com mais de 200 palestras e foco no empreendedorismo feminino. O evento também contará com a final da GameJamPlus, destacando a inovação e a transformação social.

O Grupo Mac Laren investirá US$ 50 milhões na construção de um dique flutuante em Niterói, gerando 1.500 empregos diretos e 6.000 indiretos. A operação está prevista para 2026 e visa fortalecer a indústria naval brasileira.

Kenzie Welch, consultora de imagem, viralizou ao transformar o estilo de Bri, mulher de 31 anos que usa cadeira de rodas, destacando a moda inclusiva e a autoestima. O vídeo, com 2,5 milhões de visualizações, ressalta a importância de looks adaptados que respeitem a individualidade e a mobilidade. A iniciativa gerou debates sobre representatividade na moda e o acesso a orientações para pessoas com deficiência.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, anunciará a liberação de R$ 1 bilhão em microcrédito rural para a Região Norte, visando apoiar agricultores familiares. A iniciativa, que inclui R$ 500 milhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste e R$ 500 milhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte, busca promover trabalho e renda em áreas vulneráveis. Um edital será lançado para credenciar instituições financeiras que atuarão na concessão de crédito, integrando programas de microcrédito e fortalecimento da agricultura familiar.

Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, receberá o título de doutora honoris causa da Uerj, a primeira honraria desse tipo a uma pessoa indígena no Brasil, em reconhecimento ao seu ativismo e contribuição cultural. A cerimônia será aberta ao público no Teatro Odylo Costa Filho, no dia 28.

Márcio Paulo Machado dos Santos, cadeirante, enfrenta dificuldades para obter assistência social em São Paulo após o fim do Auxílio Reencontro, enquanto a secretária Eliana Gomes promete vistoria em imóveis. O atendimento social está comprometido desde junho, afetando Márcio e outros beneficiários. A secretária se comprometeu a vistoriar novos imóveis após reclamações de despejos e condições precárias.